“Vir pra cá foi a melhor decisão para construir o meu futuro.”

18h24

José Baldessin Junior, Ex-aluno de Engenharia Mecânica e Engenheiro da Stock Car

“Quando você está preparado não tem como dar errado.” Essa é a aprendizagem que Junior Baldessin destaca do percurso que trilhou até concluir o curso de Engenharia Mecânica, em 2018, na Universidade Anhembi Morumbi. Após permanecer em outra instituição por cinco anos, entre 2010 e 2015, Baldessin optou por transferir-se para a Anhembi Morumbi, pois atendia muito mais sua logística e seus horários. No início desse caminho, em 2011, já comemorava uma grande vitória: um emprego em uma equipe da Fórmula 3, onde permaneceu por sete anos. “A escolha da profissão estava diretamente ligada à paixão por carros, então foi a realização de um sonho”, conta.

Mas se por um lado seguia cada vez mais veloz na pista, por outro, a agenda do trabalho – cheia de viagens e com horários fora do convencional – não batia com a agenda da universidade em que estudava. “Houve o momento que eu percebi que tinha que fazer uma mudança radical, ou não iria concluir o curso”. Foi quando a transferência para a Anhembi Morumbi aconteceu.  “O câmpus da Vila Olímpia, onde fiz o curso, era muito mais próximo de Interlagos, onde eu trabalhava. Além disso, os horários da Universidade eram muito melhores para minha rotina. Sem contar a atenção e envolvimento dos professores, que compreendiam meu trabalho e contribuíram para que eu superasse as dificuldades por conta dos compromissos profissionais”.

Dessa forma, foi possível prosseguir com mais confiança e conseguir avanços que trouxeram ainda mais oportunidades. O projeto de TCC de Baldessin é hoje um instrumento utilizado nas garagens e oficinas da Stock Car – a principal categoria do automobilismo brasileiro, que é também onde trabalha atualmente. Junto ao grupo de colegas da Anhembi, Baldessin desenvolveu um abafador para ser utilizado nos potentes (e barulhentos) motores dos carros de corrida durante os trabalhos de manutenção. “O equipamento permite que os mecânicos possam operar o veículo para ajustes e reparos por 7 horas, o que equivale a 1 hora de trabalho sem a proteção no motor, considerando o limite de exposição ao ruído”, explica Baldessin.

O engenheiro conta que a realização do projeto só foi possível pela estrutura da Anhembi. “Toda a parte técnica de medição, questões de dados de temperatura, testes que precisamos realizar, conseguimos fazer na Universidade. Graças à infraestrutura, a gente encontrou tudo o que precisava. E não gastamos um centavo para realizar o projeto. Tivemos também muito apoio dos professores, que acompanharam o desenvolvimento e nos orientaram quando o projeto precisava de algum ajuste ou modificação”, relata. Com tantas conquistas – e também obstáculos superados -, fica mais fácil entender a preparação a que Baldessin se refere. E o engenheiro revela alguns dos elementos dessa fórmula: “Estar disponível para aprender, assimilar os conhecimentos de sua área e manter-se atualizado”, aconselha. “Outro ponto é identificar as oportunidades e aproveitá-las. Não desistir, nunca. Isso é o que quero dizer com estar preparado”, conclui.