Tatiana Cotrim, aluna do curso de Dança, tem trabalho premiado no 8º CONIC

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Com foco voltado à história da dança marzipaniana, a aluna do 4º semestre do curso de Dança, Tatiana H. Cotrim, ficou entre os 10 primeiros colocados no 8º CONIC, categoria trabalhos de Iniciação Cientifica em andamento. Orientada pela profa. Valeria Cano Bravi, Tatiana conta que o interesse pelo tema surgiu após constatar três pontos importantes que serviram como mote para o desenvolvimento da pesquisa sobre o tema.

“Percebi que seria interessante pesquisar sobre o Marzipan, por possuir um trabalho próprio, composto por uma linguagem de movimento peculiar e irreverente, e também pela existência de poucos registros históricos relevantes sobre a dança contemporânea paulista e, por fim, a verificação de que, depois de vinte anos da extinção do grupo, uma parte significativa dos integrantes que o compunham permanecem atuantes de forma efetiva na área da dança, no âmbito nacional ou internacional”, explica a aluna. 

Para realização da pesquisa, Tatiana conta, principalmente, com entrevistas dos ex-integrantes do Grupo Marzipan, além de matérias jornalísticas, vídeos e fotos dos espetáculos. Feliz e surpresa com o resultado, a aluna acredita que, atualmente, haja maior interesse pelo estudo da história da dança, área tão relevante e ainda escassa no País.

 Tatiana ficou surpresa com o resultado do CONIC
Tatiana ficou surpresa com o resultado do CONIC

História da Dança Marzipaniana
Fundado em 1982 por Soraya Sabino, Renata Melo e Rose Akras, numa proposta sintonizada ao movimento New Wave, o grupo Marzipan instituiu um jeito de pensar e fazer dança diretamente ligado com o modo como as artes construíam a crônica do Brasil da época. Aceitando a proposta de pesquisar o movimento e a dança num trabalho íntimo com o teatro, a fim de unir as duas formas de expressão, o grupo transformou-se num coletivo de artistas que marcou a dança brasileira com muito bom humor, abordando clichês e o lado exagerado do cotidiano, desenvolvidos em coreografias curtas, as danças-vinhetas, que geralmente se apoiavam em algum tipo de música de mercado.

Na dança marzipaniana existia a procura de uma linguagem cênica própria. O grupo paulista foi pioneiro nas apresentações em espaços underground, servindo também como forte influência para outros criadores na década de 80.