“Quando a gente abre a mente, o mundo se abre pra gente”

19h38

Carolini Santana, aluna de Medicina Humana e voluntária na ONG Médicos de Rua.

Carolini sempre quis ser médica. Desde muito cedo, ainda criança, ela manifestava esse desejo. Queria ser “médica de crianças”. A menina cresceu e nunca desistiu do sonho. Para conquistá-lo, trilhou um caminho de muita dedicação e persistência. Agora, prestes a se formar em Medicina Humana pela Universidade Anhembi Morumbi, Carolini destaca que a profissão, para ela, é muito mais do que identificar doenças e receitar remédios. “Há outros fatores que definem o nosso trabalho e estão envolvidos na cura dos pacientes. Um atendimento humanizado, uma palavra que conforta, atenção ao ouvir as pessoas”, descreve. Esse despertar, conta, aconteceu durante a sua formação na Universidade.

Desde meados de 2016, Carolini participa do programa “Médicos de Rua”, idealizado e liderado pelo Dr. Mário Vicente Guimarães, professor de Neurologia e Práticas Médicas, na Anhembi Morumbi. O programa, que começou com o atendimento individual de Guimarães a moradores de rua na região central de São Paulo, hoje conta com o envolvimento de aproximadamente mil pessoas, entre médicos e outros profissionais de diversas áreas, como nutricionistas, advogados e psicólogos, além dos estudantes. Todos voluntários.

“Os professores são sempre uma grande inspiração e participar desse projeto me fez perceber que ser médico é muito mais do que o diagnóstico”, diz Carolini. “É preciso ter sempre um propósito maior”, acrescenta. A estudante afirma que desde o início do curso, a prática humanizada é incentivada e muito valorizada na Universidade. “Tivemos disciplinas que consideram a visão integral das pessoas, dos pacientes, incentivando um olhar muito mais amplo e cuidadoso sobre o atendimento e a profissão”, avalia.

O sonho de infância também tomou novos formatos. Hoje, Carolini quer ser cirurgiã, talvez mesmo na pediatria, para as crianças que pensava em cuidar quando ainda era uma delas. “Para mim, ver esse sonho se realizar é incrível. É um sonho de toda a minha família”, comemora. E agora, conta também com os novos horizontes que se abriram durante a formação. “Antes de eu entrar na Anhembi, a Medicina era só a cura de doenças. Depois eu fui aprendendo que não é só isso. Cada ser humano é único. E entender a importância de um tratamento individualizado faz toda a diferença”, explica.