Professores da Anhembi Morumbi participam de Seminário Learning from Sampa

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A Universidade Anhembi Morumbi marcou presença no Seminário Learning from Sampa, realizado no dia 8 de dezembro de 2008, no Instituto Cervantes, em São Paulo. Representaram a Instituição a profa. Mônica Moura, diretora do campus Morumbi e da Escola de Artes, Arquitetura, Design e Moda, e o prof. Fabio Mariz, coordenador dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Design de Interiores.

O Seminário está inserido na Mostra São Paulo 300mm, uma homenagem do Instituto Cervantes à capital paulista, e abordou alguns temas relevantes da área de Arquitetura, como espaço público e participação, modelos ideais de cidades, objetos públicos, entre outros.

Para a profa. Mônica Moura, apoiar o evento confirma o compromisso da Universidade com a multidisciplinaridade e a transdisciplinaridade, uma vez que a exposição e o seminário reuniram arquitetos, fotógrafos e artistas para discutir o pensar e o desenvolver do espaço urbano.

 O arquiteto Miguel Rodriguez
O arquiteto Miguel Rodriguez

O arquiteto Miguel Rodríguez, da empresa Basurama, falou sobre um projeto de reutilização de lixo urbano para a produção de móveis e brinquedos. A iniciativa surgiu com o objetivo de transformar a Praça José Brás, na região Central de São Paulo, em um espaço de convivência, no qual adultos e crianças pudessem usufruir de um local arborizado e com brinquedos e bancos feitos com material reutilizado.

O tema central do projeto era a revitalização e a conscientização da população sobre o descaso com a praça, incentivando a promoção de ações de preservação urbana.

 O artista Zezão, famoso por seus grafites nos muros de São Paulo
O artista Zezão, famoso por seus grafites nos muros de São Paulo

Já o artista Zezão, que trabalha com grafite, escolheu o espaço subterrâneo para mostrar sua arte, além de favelas e locais abandonados. “Faço arte para aqueles que não têm acesso a ela. Além disso, como um protesto, para que as autoridades percebam a importância de cuidar desses espaços que, embora tenham pouca ou nenhuma circulação, fazem parte da cidade”.

 A arquiteta espanhola Belinda Tato
A arquiteta espanhola Belinda Tato

Também esteve presente no evento a arquiteta espanhola Belinda Tato, da empresa Ecosistema Urbano, que abordou a questão de tornar o espaço público um local de encontro, no qual as pessoas possam reunir a família e conversar. Ela também apresentou alguns trabalhos da empresa em vários países.

A arquiteta acredita que a área da arquitetura exige a multidisciplinaridade abordada pela profa. Mônica Moura. “O trabalho do arquiteto, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser isolado. Temos que trabalhar com profissionais dos mais variados setores, interagir, conhecer. Isso é fundamental para o profissional contemporâneo”, disse.

Representantes do Estúdio Bijari também participaram das mesas de discussões e apresentaram alguns de seus trabalhos de conscientização sobre o uso de boas políticas para a revitalização, restauração e utilização do espaço público. “Muitos preferem nos ver como ‘baderneiros’, mas, na verdade, nós só queremos alertar sobre o descaso com as pessoas menos favorecidas no momento em que os órgãos públicos decidem fazer seus projetos urbanos. Muitas famílias ficam desabrigadas, por exemplo, para que seja construído um shopping. É sobre isso que queremos conscientizar a população: a arquitetura e o desenvolvimento urbano têm de estar ligados com o social”, ressaltou.

Outros nomes da área também estiveram presentes no evento, como Carlos Arroyo (Madri), Guilherme Wisnik (SP), Andrés Jaque (Madri), Fernando Viegas e Fábio Valentin (UMA Arquitetos).