Livro do Reitor Dr. Gabriel Mário Rodrigues fala sobre o pioneirismo do curso de Turismo na Universidade

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Relatar os desafios e obstáculos enfrentados para implantar o primeiro curso de Turismo do Brasil foi o objetivo do Reitor da Universidade Anhembi Morumbi, Gabriel Mário Rodrigues, ao escrever o livro Se Não Foi a Primeira, Não Foi a Segunda – O desafio de implantar a Faculdade de Turismo do Morumbi, no início dos anos 70.

No livro, ele conta detalhadamente como foi o processo para a concretização do sonho de instalar a faculdade de Turismo em um País onde a profissão ainda era incipiente. Como tratava-se de um curso inovador e fora dos padrões acadêmicos de graduações existentes na época, Gabriel relata passagens em que várias pessoas o procuraram para entender o que seria abordado em um curso de Turismo. “- Professor, estamos noivos e vamos casar. Ela quer fazer o curso de Turismo, mas eu nunca ouvi falar antes. O senhor pode me explicar que futuro ela vai ter quando sair daqui?”, questionou um futuro marido preocupado quanto a opção da noiva. O autor comenta ainda que a tal moça não só entrou no curso de Turismo, como formou-se na primeira turma em 1974, trabalhou no Hilton Hotel e, depois, integrou-se à equipe da Universidade.

 Capa do livro Se Não Foi a Primeira, Não Foi a Segunda – O desafio de implantar a Faculdade de Turismo do Morumbi
Capa do livro Se Não Foi a Primeira, Não Foi a Segunda – O desafio de implantar a Faculdade de Turismo do Morumbi

No prefácio, escrito pelo ex-ministro do Turismo e atual presidente da São Paulo Turismo (SP Turis), Caio Luiz de Carvalho, é valorizada a leitura leve e descontraída que o livro proporciona aos leitores. “Vocês vão se deliciar com as histórias que aqui ele (o autor) narra com uma memória invejável. História de conhecimento obrigatório para quem atua na cadeia produtiva do Turismo. Quase um passo a passo dos acontecimentos que vivenciamos nos últimos 30 anos”.

O autor conta as ações pioneiras, articulações acadêmicas e políticas, além de suas relações de amizade e amor à educação, que precisou executar para tornar o curso realidade. “Quando estruturamos o curso, partimos de um conceito de Turismo que nos pareceu correto e condizente com aquele momento. Isto tornou possível a definição clara e certa do que seria um especialista em Turismo de nível superior. A partir de então, concluímos que o curso ‘tinha pernas para andar’, que era bem nascido e prosseguimos”.

“Seria fácil imprimir à Faculdade de Turismo do Morumbi uma abordagem em Ciências Sociais, a fim de proporcionar-lhe uma aura agradável e eminentemente cultural. Contudo, a realidade do turismo brasileiro exigia outra atitude, uma metodologia própria. Se as matérias que influem diretamente no fenômeno do turismo fossem lecionadas com autonomia em relação às outras matérias básicas, seria um curso técnico e não superior. ‘Turisficamos’ a Geografia, a Economia, a Psicologia e a História para conferir um conteúdo superior ao curso de Turismo. É isso que não existia em parte alguma do mundo”, explicou o autor sobre a metodologia implantada para obter sucesso no curso.

No final da obra, o Reitor homenageia a primeira turma de formandos de Turismo com a publicação da relação dos nomes de cada um, em agradecimento por acreditarem no ideal do curso e investirem nesse sonho junto com ele.