II Simpósio Internacional da Escola de Medicina discutiu a pesquisa na área Médica

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A Universidade Anhembi Morumbi promoveu, no dia 6 de agosto de 2009, o II Simpósio Internacional da Escola de Medicina, sob o tema Pesquisa em Ciências da Saúde. O evento reuniu alunos, professores e profissionais da área Médica e contou com a presença do convidado especial Karl B. Kern, MD, chefe de equipe do University Medical Center (Tucson, Arizona, EUA).

O Dr. Sergio Timerman, diretor das Escolas de Ciências da Saúde e da Escola de Medicina, saudou a todos os presentes na abertura do encontro e participou, em seguida, de uma mesa-redonda ao lado da Dr. Mônica Madeira, coordenadora do curso de Medicina. O debate “As universidades privadas estão preparadas para a pesquisa?” foi mediado pela profa. Simone Sato, diretora da Escola de Saúde e Bem-Estar.

Para Timerman, o desafio de realizar pesquisas dentro de universidades privadas ainda é muito grande, mas não impossível. “Até mesmo porque escola que não produz ciência não é escola”, ressalta. Ele lembrou que para começar uma pesquisa é necessário seguir três passos importantes: identificar o DNA da instituição, reconhecendo a área com a qual melhor se identifica; definir o tipo de pesquisa que será realizada e pensar grande, objetivamente, e, sobretudo, sem tirar ‘os pés do chão’.

 Dr. Sergio Timerman acredita que a Universidade está preparada para a pesquisa
Dr. Sergio Timerman acredita que a Universidade está preparada para a pesquisa

 

A mesma opinião tem a Dra. Mônica, que acredita na sinergia entre alunos e professores para realizar e fomentar a pesquisa dentro da Universidade. “A Anhembi Morumbi possui uma área específica de Iniciação Científica. Nós procuramos esse setor e propusemos duas linhas de pesquisa para os alunos interessados: Educação Médica e Campo Clínico. Assim, será possível agrupar alunos e professores de acordo com o perfil e desenvolver bons materiais científicos”, disse.

Segundo ela, a Universidade está conquistando seu espaço entre as instituições de pesquisa. “A Universidade já faz parte da Cinaem – Comissão de Pesquisa em Ensino Interinstitucional (projeto cujo objetivo é avaliar os componentes da qualidade para a transformação da realidade revelada do ensino médico no Brasil. Este grupo está sob a supervisão da ABEM – Associação Brasileira de Ensino Médico). Embora sejamos a universidade mais jovem no grupo, este foi um grande passo”.

 Dra. Mônica procurar fomentar a pesquisa na Anhembi Morumbi 
Dra. Mônica procurar fomentar a pesquisa na Anhembi Morumbi 

 

A segunda palestra do evento foi ministrada pelo Dr. Sergio Timerman, que explicou ao público os passos para a realização de uma pesquisa na área Médica, ressaltando a importância da ética no decorrer de um estudo.

Pesquisas na Universidade do Arizona

O convidado especial do evento, Dr. Karl B. Kern, apresentou alguns passos para uma pesquisa de sucesso. O primeiro deles é encontrar uma área de interesse, descobrir o que já foi feito e o que pode ser conquistado.

Ele também falou da importância de não ter medo de usar o conhecimento e de trabalhar em equipe. “Nunca sintam que podem fazer uma pesquisa sozinhos. No Arizona, eu faço parte de um grupo de trabalho que se reúne semanalmente para decidir, juntos, como seguir o estudo”.

Além disso, diz ser fundamental lembrar que nem todas as pesquisas são importantes. Assim, o pesquisador não deve ter medo das subquestões, pois elas que podem levar para diferentes e melhores direções.

 Dr. Karl B. Kern, da Universidade do Arizona
 Dr. Karl B. Kern, da Universidade do Arizona

 

O médico falou, ainda, sobre os estudos acerca da pressão de perfusão coronariana, contando o trabalho desenvolvido na Universidade do Arizona a esse respeito. “O conceito básico deste estudo aborda que não é preciso fazer respiração boca a boca para a ressuscitação em caso de síncope. No começo, acharam a ideia ridícula, mas nós seguimos com o nosso trabalho”.

Ele ressaltou a importância do estudo, realizado em suínos, lembrando que desta forma os leigos também poderão auxiliar as vítimas de paradas cardíacas. “As pessoas têm medo de receber ajuda de um estranho. E o estranho tem medo de errar. No entanto, se fizer algo meio certo já ajudou”.

Em um segundo momento, o Dr. Karl contou a experiência que teve com o corpo de bombeiros de Tucson, que adotou a medida em suas ocorrências e atingiu sucesso no salvamento de inúmeras vítimas. E comentou que, embora os estudos ainda estejam em curso, a conclusão, até o momento, é que esse protocolo em conjunto com os serviços médicos de emergência pode salvar muitas pessoas. “Para se ter uma ideia, até o ano de 2003, mais de 300 vidas foram salvas”, conclui.