Discussões e atrações da Feira de Projetos Iam atraem grande público

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Aproximadamente 70 pessoas assistiram aos debates das Mesas de Discussão do Programa Iam – Iniciativa Jovem Anhembi Morumbi, que ocorreram no dia 9 de maio, no campus Centro. O evento buscou reforçar o comprometimento da Instituição com a responsabilidade social e as novas ideias de jovens empreendedores.

 Judith Terreiro, representante do Conselho Nacional da Juventude, enfocou o que a crise pode trazer de vantagem para o terceiro setor.
Judith Terreiro, representante do Conselho Nacional da Juventude, enfocou o que a crise pode trazer de vantagem para o terceiro setor.

Às 9h, a profa. Elisabeth Vargas, diretora de Responsabilidade Social da Anhembi Morumbi e diretora do campus Vila Olímpia, fez a abertura das atividades. Em seguida, teve início a mesa cujo tema foi “Parcerias e Sustentabilidade de Projetos Sociais”, e teve como convidados Judith Terreiro, representante do Conselho Nacional da Juventude, e Tatiana Motta, representante do Instituto Votorantim e membro do Grupo de Afinidade em Juventude do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife). A mediação ficou por conta de João Victor Nascimento, representante do projeto Treme Terra, um dos 20 selecionados para a edição 2008 do programa.

O enfoque das discussões foi a crise global e seus efeitos na criação e manutenção de projetos. Judith apontou que “a crise vem, de certa forma, ajudar o terceiro setor, pois os recursos públicos e privados terão de ser mais bem direcionados para não haver desperdício”. Em sua opinião, a profissionalização é ponto-chave para a boa gestão de projetos, e melhora três aspectos acentuados pela crise: articulação, diversidade e transparência na prestação de contas e na atuação em si.

Tatiana Motta apresentou o case do Instituto Votorantim, que em 2007 direcionou R$ 1,150 bilhão. O sucesso, ela explica, é a inversão de fluxo. Em vez de receber projetos e somente então verificar sua viabilidade, “o instituto vai à comunidade ver a demanda e, então, avalia quais os projetos vão ao encontro das necessidades”, diz.

 Para Celso Alencar, coordenador de redes de ponto de cultura do Ministério da Educação, os pontos de cultura são exemplos da interação entre projetos e governo.
Para Celso Alencar, coordenador de redes de ponto de cultura do Ministério da Educação, os pontos de cultura são exemplos da interação entre projetos e governo.

Na segunda mesa, a pauta em questão foi “Impactos dos Projetos Sociais nas Comunidades”. A composição da mesa foi Celso Alencar, coordenador de redes de ponto de cultura do Ministério da Educação; Marcelo Buraco, membro da Nação Hip Hop Brasil, um dos projetos selecionados em 2008; Olga Lembo, representante da Fundação Gol de Letra; e Júlio Barros, representante do Poeao – Projeto Oficina Escola de Artes e Ofícios. A mediação ficou a cargo de Toni Carlos, do projeto Hip Hop a Lápis, um dos 20 escolhidos na edição passada do programa.

Olga apresentou o case da Fundação Gol de Letra, e creditou o sucesso ao trabalho em rede, isto é, à união da fundação, de organizações não-governamentais, das famílias e do governo. Esse trabalho em rede deve, inclusive, estar “constantemente em avaliação interna para melhoria dos processos”.

Representante do governo na mesa, Celso enfocou a necessidade de aproximação do poder público e dos gestores. Ele mencionou como experiência bem-sucedida os pontos de cultura, unidades espalhadas por todo o Brasil que recebem apoio do governo para a manutenção de projetos em diversas áreas.

Já Julio, membro do projeto Poeao, ressaltou a tenacidade, “o orgulho de fazer o que está fazendo”, como fator fundamental para a aprovação de projetos e para o aliciamento de parceiros. Inclusive, Julio citou a Anhembi Morumbi como uma parceira que “credita idoneidade” aos projetos a ela ligados.

O último a falar foi Marcelo Buraco, integrante da Nação Hip Hop Brasil. Ele mencionou que a Anhembi Morumbi “está fazendo um papel que deveria ser das universidades federais – gerar discussões –, enquanto instituições públicas estão de braços cruzados”. A política foi o mote de sua apresentação. Ele defendeu o engajamento como forma de melhorar a relação entre gestores de projetos e o governo, sem se esquecer de que “a organização deve servir à política, o país, e não o contrário”.

 Meninos da Casa Mestre Ananias jogaram capoeira e atraíram a atenção do público.
Meninos da Casa Mestre Ananias jogaram capoeira e atraíram a atenção do público.

Depois de um breve intervalo, começaram as atividades da feira. Os 20 projetos selecionados em 2008 apresentaram seus trabalhos. Um deles foi Rodrigo Bruno Lima, do projeto Casa Mestre Ananias – Centro Paulistano de Capoeira e Tradições Baianas. Algumas das 50 crianças atendidas pelo projeto, que fica no bairro do Bixiga, estiveram presentes e apresentaram um espetáculo de capoeira.

Rodrigo considera-se “pequeno” diante de projetos existentes Brasil afora, mas acredita que faz um trabalho importante, pois é “um dos poucos que contribui devolvendo à sociedade aspectos culturais”. Em qualquer projeto, os trabalhos, segundo ele, devem se pautar em algo “mais profundo”, em que signifique algo importante para as pessoas atendidas. Para isso, “é preciso afunilar o diálogo” entre as diversas interfaces: governo, sociedade e projetos.

 Para finalizar as atividades, o público presente foi convidado a assistir apresentações de projetos
Para finalizar as atividades, o público presente foi convidado a assistir apresentações de projetos

A Universidade Anhembi Morumbi tem as inscrições abertas para as próximas turmas do programa. Os interessados em participar do programa Iam – Iniciativa Jovem Anhembi Morumbi tem até o dia 24 de maio para se inscreverem. Clique aqui e saiba mais.