Diretor das Escolas de Ciências da Saúde, Dr. Sergio Timerman, concede entrevista ao Fantástico

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O cardiologista Dr. Sergio Timerman, diretor das Escolas de Ciências da Saúde e da Escola de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi, concedeu entrevista ao Fantástico – telejornal da Rede Globo – no último domingo, dia 7 de fevereiro de 2010, sobre hipotermia terapêutica, técnica utilizada em tratamento pós-ressuscitação.

A matéria veiculada contou a história de Afonso Beviani, um consultor que sobreviveu após seu coração parar por 14 minutos.

Os médicos do Instituto do Coração (InCor), responsáveis pelo atendimento de Afonso, acreditavam que o consultor teria uma evolução neurológica ruim, com graves sequelas. Foi então que o Dr. Timerman, diretor do Laboratório de Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do Incor, sugeriu a utilização da hipotermia terapêutica, técnica desenvolvida nos Estados Unidos e ainda pouco empregada no Brasil.

A prática, que diminui entre 35% e 50% a chance de sequela neurológica e sobrevivência do paciente, consiste em aplicar muito gelo até baixar a temperatura para entre 32ºC e 24ºC. É um procedimento delicado. Acima de 34ºC, não faz efeito. Abaixo de 32ºC, pode ocasionar a morte. Nesse período, o metabolismo se reduz ao básico para ficar vivo e concentra o gasto de energia na recuperação do cérebro.

“Nós estamos vivendo uma nova era dentro do atendimento da parada cardíaca. Qual é o momento em que nós devemos parar de tentar salvar essas pessoas que já foram consideradas mortas? No passado, em muitos desses pacientes não se fazia absolutamente nada. A hipotermia veio para ficar. Devemos fazer isso em todos os pacientes que voltam de uma parada cardíaca com alguma alteração neurológica. Não fazer é fazer um tratamento não completo nesses pacientes”, explica o Dr. Sergio Timerman.

Depois de 24 horas, a aplicação de gelo em Afonso foi suspensa e a temperatura voltou ao normal, embora não houvesse sinais de melhora. Alguns dias mais tarde, o consultor mostrou que estava consciente e sua vida seguiu normalmente, sem sequelas.

Confira aqui a matéria do Fantástico.