Confira o artigo “Tempos modernos ou novos tempos?”, escrito pela profa. Geni Vanzo

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Tempos Modernos, filme considerado uma obra prima de Charles Chaplin, retrata com propriedade a crença dominante no capitalismo monopolista vigente nos anos 1930, e que se solidificou após a Segunda Guerra Mundial, de que trabalhadores são peças de uma “engrenagem” cujo objetivo é a obtenção de lucros pela produção maximizada para o consumo de massa. A condição humana do trabalhador, criatura pensante, não era aspecto relevante naquele sistema que caracterizou o auge da era industrial.

Essa figura, ainda atual se analisarmos o esquema produtivo de diversos países de economias emergentes, tem sido substituída nas últimas décadas pelo seu total oposto. Afinal, esta é a era do conhecimento! O homem passou a valer pelo que “pensa”, pelo conhecimento que consegue assimilar e converte em competências! É um novo tempo surgido na esteira da revolução tecnológica!

A prática das Ciências Contábeis e da Administração, que se tornou imprescindível com o surgimento das grandes corporações àquela época, torna-se ainda mais relevante num momento em que os negócios, mola propulsora do sistema capitalista e de qualquer economia ativa, se ampliam e se concretizam em velocidade e complexidade inimagináveis até então.

Os profissionais da área contábil e da administração, áreas vitais na estrutura econômica contemporânea, vivem um momento decisivo de suas histórias. É a adequação necessária aos Novos Tempos! É a internacionalização dos conceitos e das normas que até o momento guiaram as suas rotinas. Fazem parte de uma “engrenagem” que não para de evoluir. Não mecânica como a já mencionada, mas uma engrenagem que requer que esses profissionais desenvolvam competências capazes de conduzi-los à performance adequada à obtenção dos resultados que continuam sendo exigidos, com avidez ainda maior, pelo capitalismo moderno.

O Brasil, buscando adequar-se e viabilizar a sua inserção definitiva nessa “engrenagem”, já deu os primeiros passos no sentido de normatizar procedimentos contábeis e corporativos que o coloque em condições de igualdade com seus parceiros e concorrentes internacionais. A Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007, determina as primeiras medidas a serem implantadas, a partir de 2008, que levarão as empresas de capital aberto ao cumprimento das normas internacionais de contabilidade. Essa internacionalização é inexorável no mundo dos negócios e deve se estender, paulatinamente, às empresas de menor porte, cada vez mais presentes no mercado internacional por meio de suas exportações.

Manter cursos alinhados a esses Novos Tempos, com projetos pedagógicos, políticas de atuação e currículos que promovam o desenvolvimento de competências dentro de um contexto de globalização, com o objetivo de formar ou atualizar profissionais conscientes da importância do seu papel nesse cenário, tem sido o propósito da Graduação Executiva da Universidade Anhembi Morumbi.

Profa. Ms. Geni Francisca dos Santos Vanzo
Coordenação Ciências Contábeis
Graduação Executiva