Aluno de Publicidade e Propaganda ganha medalha de prata em campeonato Paralímpico Universitário

15h51

Entre os dias 8 e 10 de dezembro, a cidade de São Paulo sediou a primeira edição dos Jogos Paralímpicos Universitários, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, que contou com a presença de 155 atletas inscritos de diversos estados, nas seguintes modalidades: atletismo, natação, bocha, tênis de mesa e judô.

O estudante do primeiro ano do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Anhembi Morumbi, William Tsukiyama Martão, conquistou a medalha de prata da classe BC2 da bocha. Considerado um esporte de estratégia, a Bocha é um esporte onde os jogadores devem lançar as bolas coloridas (bochas) o mais perto possível da esfera branca (bola alvo ou jack). Quem acumular mais bolas próximas ao alvo, vence a partida.

A Bocha Paralímpica é dividida em 4 classes, de acordo com o grau de deficiência do atleta:

  • Classe BC1 – Destinada para atletas com paralisia cerebral, que podem jogar com as mãos ou com os pés e ter um auxiliar para entregar a bola.
  • Classes BC2 e BC4 – Na classe BC2, o atleta apresenta quadro de paralisia cerebral. Já na classe BC4 o atleta apresenta qualquer outro quadro de origem não cerebral (distrofia muscular progressiva; esclerose múltipla; Ataxia de Friedrich; lesão medular com tetraplegia), mas com o grau de comprometimento similar ao da classe BC2. Nesta classe, não é permitida nenhuma ajuda externa. O que ocorre com freqüência é a adaptação de um suporte ou cesto para as bolas, fixos ou não na cadeira de rodas, de modo que facilite ao atleta no momento de pegar as bolas para arremessar.
  • Classe BC3 – voltada a atletas com alto grau de comprometimento motor, como paralisia cerebral e condições similares, com origem não cerebral. O jogador é assistido por uma pessoa que tem como função direcionar a calha (dispositivo auxiliar), pela qual a bola será lançada, seguindo rigorosamente as indicações do jogador (de acordo com a direção que o atleta indicar).

Willian pratica esporte desde os tempos da pré-escola, aos cinco anos, como uma forma de estimular o movimento de seu corpo, afetado pela paralisia cerebral decorrente de um parto prematuro. O gosto pela bocha surgiu há um ano e meio, quando começou a treinar para competir.

Segundo o pai do atleta, Waltair Martão, o jovem já praticou judô e natação, mas sem intenção de competir. “Apesar das limitações (a falta de equilíbrio nas pernas e restrições nas funções do braço esquerdo), sempre gostou de praticar atividade física. Willian ensaia jogadas de futebol e basquete, além de vôlei sentado. Ele é um estudante muito dedicado aos estudos e o esporte funciona como uma válvula de escape para equilibrar suas atividades”, conta.

Willian Tsukiyama Martão e seu treinador Panda Sena

Willian Tsukiyama Martão e seu treinador Panda Sena

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Willian Tsukiyama Martão medalha de prata na classe BC2 da bocha