Aluno de Medicina obtém melhor nota em exame americano

17h44

O estudante João Lucas Santana, do 10º semestre do curso de Medicina, obteve 385 pontos na prova Qualificação Médica 2 (para alunos do 5º ano do curso), organizada, com o apoio do Hospital Sírio-Libanês, pelo NBME (National Board of Medical Examiners), organização norte-americana, independente e sem fins lucrativos. Esta foi a maior nota entre mais de mil alunos participantes deste ano, tendo a maioria obtido notas entre 100 e 350 pontos.

A pontuação leva em conta a quantidade de questões respondidas corretamente, com um ajuste estatístico, que considera as potenciais diferenças na dificuldade da prova ao longo dos anos e permite uma comparação no decorrer do tempo em que o nível de dificuldade aumenta, mas o conteúdo permanece o mesmo. Sendo assim, não se trata de acertar a maior quantidade de questões, mas da soma da pontuação. No caso, Santana acertou 79% das perguntas, no entanto, a soma dos pontos o levou à primeira colocação.

O NBME foi criado na Philadelphia, no estado norte-americano da Pensilvânia, pelo médico William L. Rodman – que dedicou parte de sua carreira à docência -, com o intuito de promover uma avaliação que servisse de base para impulsionar o avanço na qualificação médica. Assim, surgiu o USMLE (United States Medical Licensing Examination®), que mais tarde tornou-se um dos mais respeitados exames de qualificação médica do mundo, uma vez que a nota obtida é levada em consideração para que os candidados bem-sucedidos possam ser admitidos com segurança na prática da medicina por todos os conselhos estaduais sem mais exames. Além da aplicação nos Estados Unidos, ele também é adotado em 26 países, entre eles China, França, Portugal e Austrália. Há três anos é realizado também no Brasil com o nome “Qualificação Médica”. O teste não é obrigatório, mas a expetativa é que ele alcance relevância para servir de base para o mercado de trabalho. Este ano, o teste teve a participação de 26 universidades, sendo 18 delas de São Paulo, uma do Distrito Federal e 7 de outros estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Nascido em Picos, no Piauí, Santana diz que está muito feliz com este resultado. No entanto, ele afirma que ainda tem um longo caminho a ser percorrido até o final da sua graduação.

Para Délio Martins, coordenador do curso de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi, “Esta conquista é um orgulho em sentidos diversos. Tanto pessoal para o nosso estudante quanto para toda a Instituição, pois reforça a qualidade acadêmica do médico que estamos formando!”.