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Vícios de linguagem que você deve evitar na redação do ENEM

descubra quais são os vícios de linguagem que mais tiram pontos na Competência 1 do ENEM e aprenda como eliminá-los do seu texto.
4 min de leitura

A busca pela nota máxima na redação do ENEM é o seu grande objetivo, e nós sabemos disso. Cada detalhe do seu texto é avaliado, e pequenos deslizes, como os vícios de linguagem, podem custar pontos preciosos, principalmente na Competência 1.

Mas não se preocupe. Vamos mostrar quais são esses desvios e como eliminá-los do seu texto para você imprimir sua marca na redação e conquistar a sua vaga.

Afinal, o que são vícios de Linguagem?

De forma simples, vícios de linguagem são desvios da norma culta que acontecem quando usamos palavras ou construções de forma inadequada. Na conversa com os amigos, eles podem passar despercebidos, mas na redação do ENEM, eles empobrecem o texto, afetam a clareza e mostram para o corretor uma falta de domínio da escrita formal.

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Resumo de 60 segundos: o essencial sobre vícios de linguagem

  • O que são? desvios da norma culta que prejudicam a clareza e a formalidade do texto.
  • Onde impactam no ENEM? diretamente na competência 1, que avalia o domínio da língua portuguesa.
  • Principais tipos: pleonasmo, ambiguidade, clichês e gerundismo são os mais comuns.
  • Como evitar? lendo seu texto em voz alta, simplificando frases e ampliando o vocabulário.

Vícios que tiram pontos na competência 1 do ENEM

A Competência 1 avalia seu "domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa". Isso significa que o corretor espera um texto claro, coeso e alinhado à gramática. Os vícios de linguagem são penalizados justamente aqui.

Para facilitar a visualização, organizamos os erros mais comuns em uma tabela:

Vício de linguagem
Exemplo errado (Como não fazer)
Exemplo certo (Como fazer)
Por que prejudica sua nota?
Pleonasmo vicioso
"É preciso encarar de frente os problemas sociais."
"É preciso encarar os problemas sociais."
Mostra redundância e falta de repertório vocabular, empobrecendo o texto.
Ambiguidade
"O policial prendeu o ladrão em sua casa." (Na casa de quem?)
"O policial prendeu o ladrão na casa do criminoso."
Gera dupla interpretação e demonstra falta de clareza na construção da frase.
Clichê
"Para fechar com chave de ouro, o governo criou a lei."
"Para concluir, o governo criou a lei."
Usa expressões desgastadas que tiram a originalidade e a autoria do seu texto.
Cacofonia
"A fé que eu tenho por cada pessoa é imensa." (som de "porcada")
"A fé que eu tenho em cada pessoa é imensa."
Cria sons desagradáveis ou palavras indesejadas, afetando a fluidez da leitura.
Gerundismo
"O governo vai estar implementando novas medidas."
"O governo implementará novas medidas."
É um uso inadequado do gerúndio que torna a linguagem informal e pouco precisa.
Estrangeirismo
"O feedback dos especialistas foi positivo."
"O retorno dos especialistas foi positivo."
Demonstra falta de vocabulário no próprio idioma, a menos que seja um termo sem tradução.

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Dicas práticas para um texto sem vícios de linguagem

Eliminar esses desvios é mais simples do que parece e depende de uma etapa fundamental: a revisão.

  1. Leia em voz alta: essa é a melhor forma de identificar cacofonias (sons estranhos) e repetições desnecessárias. Se a leitura não soar fluida, reescreva a frase.
  2. Simplifique as frases: períodos muito longos e com muitas vírgulas são um convite à ambiguidade. Prefira a ordem direta (sujeito + verbo + complemento) para garantir a clareza.
  3. Amplie seu vocabulário: a leitura constante de livros, artigos e notícias é a principal ferramenta contra os clichês. Quanto mais palavras você conhece, mais autêntico seu texto se torna.
  4. Peça para outra pessoa ler:  um segundo olhar é sempre bem-vindo. Um colega ou professor pode encontrar erros que passaram despercebidos por você.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Usar expressões como "hoje em dia" é considerado um vício linguagem?

Sim, "hoje em dia" é considerado um clichê ou lugar-comum. Prefira usar "atualmente" ou "no cenário contemporâneo" para manter a formalidade do texto.

2. Qual a diferença entre pleonasmo vicioso e figura de linguagem?

O pleonasmo vicioso é uma repetição desnecessária e redundante ("subir para cima"), sendo um erro gramatical. Já o pleonasmo como figura de linguagem é um recurso intencional para dar ênfase, como em "Vi com meus próprios olhos". Na redação do ENEM, apenas o segundo é aceitável, se bem aplicado.

3. Gerundismo é sempre um erro?

Não, o problema é o uso excessivo e inadequado, como em "vou estar fazendo". O gerúndio é correto para indicar uma ação em andamento, por exemplo: "Enquanto caminhava, estava pensando na redação".

4. Como posso evitar a ambiguidade no meu texto?

Seja o mais direto possível. Evite pronomes possessivos que possam ter mais de uma referência (como "seu" e "sua") e garanta que cada frase tenha apenas uma interpretação clara.

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