Anhembi

Programa de Pós-Graduação em Comunicação Mestrado e Doutorado

PROJETOS DE PESQUISA EM ANDAMENTO:

 

LINHA 1: ANÁLISES DE PRODUTOS AUDIOVISUAIS

 

Profa. Dra. Bernadette Lyra
NAS BORDAS PERIFÉRICAS DO CINEMA BRASILEIRO

O termo cinema de bordas foi por mim concebido, em 2005, na tentativa de dar conta da existência de uma filmografia tradicionalmente contemplada pela História, Teoria e Crítica do Cinema Brasileiro, a qual valoriza, sobretudo, a política dos filmes autorais ou artísticos.

Desde então, venho fazendo estudos continuados (inclusive organizando grupos independentes sobre tais estudos) para chegar à concretização de um conceito que vai contemplar uma filmografia por vezes menosprezada e esquecida, por ser dada como popular ou trivial. Trata-se de um cinema invisível e periférico, que atua na confluência e interfluência de formas cinematográficas legitimadas e institucionalizadas.

Os filmes de bordas se articulam sob condições específicas de produção e exibição e apresentam características próprias: baixo orçamento, atores amadores, tendência aos estereótipos dos gêneros cinematográficos, aproveitamento de temas regionais, entre outros. Além disso, oscilam entre a cultura popular, erudita e midiática, podendo ser considerados um fenômeno cultural periférico que ocorre em todas as regiões do país.

Profa. Dra. Laura Loguercio Cánepa

ANÁLISE DA PRODUÇÃO CONTEMPORÂNEA DE HORROR CINEMATOGRÁFICO NO BRASIL (2008 – 2015)

 

Este projeto dá continuidade à pesquisa iniciada em 2005, com a tese “Medo de quê? – Uma história do horror nos filmes brasileiros”, defendida na Unicamp, em 2008. O que se percebeu, desde então, é que o cinema de horror brasileiro, que até aquele momento consistia em tendência minoritária, tem conquistado um espaço mais significativo no cinema nacional, tanto em festivais de nicho quanto em produções de alcance massivo entre os lançamentos comerciais. O objetivo da pesquisa é compreender como se configura esse novo panorama, iniciado com a superprodução “Encarnação do Demônio” (retorno às telas do principal nome do cinema de horror brasileiro, José Mojica Marins, em 2008) e seguido por dezenas de curtas e longas metragens. O que se pretende é examinar as escolhas narrativas, estilísticas e de inserção mercadológica desses filmes, considerando também sua relação com a tradição anterior do horror brasileiro. Como bibliografia básica, tem-se inúmeros artigos de diferentes pesquisadores brasileiros do tema (Lúcio Reis Piedade, Rodrigo Carreiro, Carlos Primati, Laura Cánepa, entre outros), além da bibliografia sobre o cinema de horror latino-americano, como os trabalhos de Rosssana Diaz-Zambrana. Também os estudos contemporâneos sobre o cinema de horror, como os de Mark Jankovich, Robert Spadoni, Richard Bégin, Laurent Guido e Jeremy Morris, serão considerados neste estudo, de modo a não perder de vista os modos como o horror cinematográfico brasileiro se relaciona com as tendências internacionais.

 

Prof. Dr. Luiz Antonio Vadico

HAGIOGRAFIA FÍLMICA. PORQUE A VIDA DE UM SANTO NÃO É UMA CINEBIOGRAFIA.
Este projeto se iniciou após nossas primeiras reflexões em um anterior sobre o Campo do Filme Religioso. Em busca de conceituar a massa de filmes de assunto religioso, nos deparamos com o livro de Pamela Grace, The Religious Film: the hagiopic, de 2009, ela desejou, tal como William Telford, Mellany Wright, entre outros, estabelecer um conceito de gênero que abarcasse todo esse universo, e lhe impôs como limite as produções de origem cristã, e chamou o gênero de Hagiopics. Neste esforço, ela chegou a abranger filmes sobre vidas de Santos e foi aí que seu trabalho despertou interesse.

Anteriormente defendemos a existência do Campo do Filme Religioso, o qual abarca vários gêneros (VADICO, 2010, p. 178), logo, discordamos do termo hagiopic como conceito de um gênero amplo. Mas sentimos que podemos realocá-lo, com adequações, para o Filme Hagiográfico, ou Hagiografia Fílmica. Em outras palavras, um gênero abarcado pelo Campo do Filme Religioso, e que trata da Vida dos Santos e somente delas, e que possui poucos trabalhos publicados. Nosso objetivo aqui é refletir sobre suas características, forma e estética.

 

O ESPECIAL EFEITO DO EFEITO ESPECIAL. A REPRESENTAÇÃO DE HIEROFANIAS NO CINEMA
Neste projeto, refletiremos sobre a representação de hierofanias no Cinema. Serão objeto de análise diversos filmes, como p.ex.: A Canção de Bernadette (King, 1948) e O Milagre de Fátima (Brahm, 1952). Há alguns anos, venho me interessando sobre a representação da manifestação do sagrado no Cinema. Inicialmente, apareceu o artigo Anjos Vazios, publicado pela revista Rumores. Lá, como agora eu estava em busca de verificar como uma hierofania era representada. Um desvio de percurso acabou ocorrendo, pois notei que no caso do filme A Paixão da Pathé, o filme ali analisado, uma grande parte dos anjos representados não possuíam um significado religioso, e nem sagrado propriamente dito, mas estavam ali acima de tudo por razões estéticas; isto acabou valendo um estudo mais pormenorizado.

Após este, acabei por passar alguns anos sem poder me preocupar mais a fundo com a representação cinematográfica de uma hierofania. Mas, o que é uma hierofania? Chamamos de Hierofania a manifestação do sagrado no profano, aqui utilizando um conceito do historiador das religiões Mircea Eliade: O homem toma conhecimento do sagrado porque este se manifesta, se mostra como algo absolutamente diferente do profano. A fim de indicarmos o ato da manifestação do sagrado, propusemos o termo hierofania. Este termo é cômodo, pois não implica nenhuma precisão suplementar: exprime apenas o que está implicado no seu conteúdo etimológico, a saber, que algo de sagrado se nos revela. Poder-se-ia dizer que a história das religiões, desde as mais primitivas às mais elaboradas, é constituída por um número considerável de hierofanias, pelas manifestações das realidades sagradas. A partir da mais elementar hierofania, por exemplo, a manifestação do sagrado num objeto qualquer, uma pedra ou uma árvore e até a hierofania suprema, que é, para um cristão, a encarnação de Deus em Jesus Cristo, não existe solução de continuidade.

Encontramo-nos diante do mesmo ato misterioso: a manifestação de algo de ordem diferente de uma realidade que não pertence ao nosso mundo em objetos que fazem parte integrante do nosso mundo natural, profano. Então, interessa-nos observar de que forma a manifestação do sagrado (que se dá no mundo histórico) é representada no filme. Tendo em vista uma questão de recorte metodológico, ficaremos sobretudo nas manifestações relativas a corpos humanos. Este cuidado é necessário uma vez que ocorre grande variedade de hierofanias, como p.ex. A abertura do Mar Vermelho, em Os Dez Mandamentos (DeMille, 1956). Algumas das nossas conclusões poderão ser estendidas a todas elas, outras não necessariamente.

 

Prof. Dr. Renato Luiz Pucci Jr.

INTELIGÊNCIA NA TV: AS NARRATIVAS DE INVESTIGAÇÃO

O objetivo do projeto é examinar representações da inteligência na ficção televisiva. Nesta primeira etapa, trata-se de examinar personagens e situações de narrativas de investigação, como as que envolvem detetives, a fim de flagrar os modos como são representados os atos cognitivos. O problema de pesquisa é: as representações da inteligência em narrativas televisivas de investigação podem ser associadas a uma “educação intelectual” do público? O referencial teórico fundamental está no cognitivismo (Patrick C. Hogan, Jay Friedenberg e Gordon Silverman, David Bordwell) e nos estudos de televisão (Jean-Pierre Esquenazi, Jeremy G. Butler, entre outros). Será utilizado o instrumental metodológico da análise audiovisual comparativa a fim de que se destaquem as soluções de imagem e som utilizadas para materializar o que, em princípio, parece inacessível ao universo audiovisual, ou seja, a inteligência em ato.

 

A PROBLEMÁTICA DA CULTURA PARTICIPATIVA FRENTE À TELEVISÃO BRASILEIRA: O CASO DA MINISSÉRIE A TEIA

Projeto de pesquisa para participação no Obitel – Observatório Ibero-Americano da Ficção Televisiva, biênio 2014-2015. Propõe-se uma pesquisa qualitativa, dentro da qual será realizada uma coleta de dados em redes sociais e sites na web e, em paralelo, o exame analítico do corpus, isto é, a série A Teia, exibida pela Rede Globo em 2014. Pretende-se, assim, constatar até que ponto elementos com potencial de provocar polêmicas e reações emotivas (composição de personagens, narrativa e estilística) teriam ou não proporcionado esses resultados. A par desse procedimento, será realizado um levantamento de informações sobre a efetiva participação dos espectadores contemporâneos em relação à ficção televisiva, de modo a constatar em que medida A Teia se coaduna com esse grau típico de participação e, também, em que a Rede Globo suscitou as reações previstas ou se limitou a fornecer dados sobre a minissérie em múltiplas plataformas.

 

Prof. Dr. Rogério Ferraraz

A PROBLEMÁTICA DA CULTURA PARTICIPATIVA FRENTE À TELEVISÃO BRASILEIRA: O CASO DA MINISSÉRIE A TEIA

Projeto de pesquisa para participação no Obitel – Observatório Ibero-Americano da Ficção Televisiva, biênio 2014-2015. Propõe-se uma pesquisa qualitativa, dentro da qual será realizada uma coleta de dados em redes sociais e sites na web e, em paralelo, o exame analítico do corpus, isto é, a série A Teia, exibida pela Rede Globo em 2014. Pretende-se, assim, constatar até que ponto elementos com potencial de provocar polêmicas e reações emotivas (composição de personagens, narrativa e estilística) teriam ou não proporcionado esses resultados. A par desse procedimento, será realizado um levantamento de informações sobre a efetiva participação dos espectadores contemporâneos em relação à ficção televisiva, de modo a constatar em que medida A Teia se coaduna com esse grau típico de participação e, também, em que a Rede Globo suscitou as reações previstas ou se limitou a fornecer dados sobre a minissérie em múltiplas plataformas.

 

AUTORIA E GÊNEROS NO CINEMA LIMÍTROFE DE DAVID LYNCH

Esta pesquisa pretende revisitar a obra do cineasta David Lynch, objeto de minha tese de doutorado defendida em 2003, propondo uma revisão do conceito de cinema limítrofe desenvolvido naquela ocasião, verificando sua pertinência e abrangência, especialmente no que tange à análise dos elementos genéricos e das marcas autorais em seus trabalhos.

A hipótese é que autoria e gênero caminham juntos na obra de Lynch. Em 1984, Ismail Xavier, no apêndice de seu livro O discurso cinematográfico, apontava que, no cinema daquela época, a citação, o refazer e o deslocar passavam novamente a primeiro plano, a produção autoral era uma ficção de segundo grau, repetindo dispositivos clássicos, mas com um novo sentido, a partir do rearranjo hiperconsciente das mesmas figuras de estilo, deslocadas, revigoradas pela introdução de ingredientes novos. A grande aposta, concluía Xavier, era que naquele processo de reiterações e deslocamentos, o cinema faria ver melhor as próprias convenções de linguagem, as leis dos gêneros da indústria cinematográfica e seu sentido, ideológico e político, no interior da cultura de massas.

No cinema norte-americano contemporâneo (compreendido aqui a partir de meados da década de 1970), um dos diretores que cumpriu essa grande aposta foi David Lynch. Em seus filmes, de Eraserhead (1977) a Império dos sonhos (Inland Empire, 2006), considerando apenas os longas para cinema, Lynch trabalha com temas recorrentes e apresenta características que se repetem, o que permite qualificá-los como traços autorais.

Vários deles, porém, surgem do modo como Lynch trabalha com os gêneros cinematográficos, como o policial e o noir, o horror, o road movie, entre outros: o cineasta faz uso dos principais clichês desses gêneros, ora para homenageá-los ora para subvertê-los e transgredi-los. Lynch desenvolve uma espécie de cinema limítrofe que opera exatamente nos limites entre ilusionismo e anti-ilusionismo, narrativa clássica e propostas de vanguarda, filme de gênero e filme experimental.

Este cinema limítrofe embaralha formas fílmicas e conceitos artísticos distintos, produzindo um jogo de quebra-cabeça narrativo e estético, em que a junção das partes (ou pistas) resulta na formação de um todo complexo e de múltiplos significados. Assim, o objetivo desta pesquisa é verificar se o conceito do cinema limítrofe ainda pode ser aplicado aos filmes do cineasta e se pode ser estendido aos trabalhos audiovisuais que Lynch desenvolveu em outras mídias, como a televisão, o vídeo e a internet. Além disso, buscar-se-á demonstrar que o rearranjo dos gêneros cinematográficos é uma peça importante desse jogo audiovisual autoral lynchiano. Alguns dos textos que compõem a bibliografia inicial dessa pesquisa são: ATKINSON, Michael. Veludo azul. Rio de Janeiro: Rocco, 2002. COPJEC, Joan (ed.). Shades of Noir: a reader. London New York: Verso, 1998. FERRARAZ, Rogério. O cinema limítrofe de David Lynch. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica). São Paulo: PUC, 2003. LYNCH, David; GIFFORD, Barry. Lost Highway. Londres: Faber and Faber, 1997. LYNCH, David; RODLEY, Chris. Lynch on Lynch. London: Faber and Faber, 1999. NAGIB, Lúcia. A droga perfeita que vem do som . In: Folha de S. Paulo. São Paulo, 27/4/1997. SARGEANT, Jack; WATSON, Stephanie. Lost Highways: An Illustrated History of Road Movies. Creation Books, 1999. TELOTTE, J. P. (org.). The Cult Film Experience: Beyond All Reason. Austin: University of Texas, 1991. XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência. 2.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.

 

LINHA 2 – PROCESSOS MIDIÁTICOS NA CULTURA AUDIOVISUAL

 

Prof. Dr. Gelson Santana Penha

OS PROCESSOS DE MIDIATIZAÇÃO DA FELICIDADE NA CULTURA POP

Esta pesquisa parte do princípio de que na cultura pop a felicidade é uma forma vazia na qual cabe qualquer efeito. Este princípio determina as estratégias midiáticas que conformam a construção de sentido como modo implícito aos produtos das mídias desligados em um primeiro momento das sociabilidades. Ao se levar em conta que na cultura pop os efeitos de sentido se voltam para si mesmo, a felicidade se configura a partir de formas deslocadas dos processos históricos enquanto estratégia configuradora.

 

Profa. Dra. Maria Ignês Carlso Magno

A TELENOVELA BRASILEIRA SOB OS OLHOS DA CRÍTICA NOS ANOS DE 1970 -1990

A crítica como linguagem e produção vem sendo, desde o mestrado, meu objeto de estudo e pesquisa. O projeto atual pretende dar continuidade aos estudos da crítica e da produção crítica sobre a telenovela no Brasil em seus aspectos de produção e veiculação através dos meios de comunicação, permitindo um conhecimento sobre uma época determinada e sobre a situação própria da linguagem crítica no âmbito da sociedade formatada pelas mídias massivas. O objetivo principal é o de estudar a produção crítica sobre a telenovela brasileira. A natureza da pesquisa é teórica e a análise terá como foco a produção ficcional e a crítica produzida no período de 1970 a 1990. Os resultados esperados são os de colaborar com os estudos da crítica na área da comunicação audiovisual, em especial a crítica de telenovela.

 

 

A PROBLEMÁTICA DA CULTURA PARTICIPATIVA FRENTE À TELEVISÃO BRASILEIRA: O CASO DA MINISSÉRIE A TEIA

Projeto de pesquisa para participação no Obitel – Observatório Ibero-Americano da Ficção Televisiva, biênio 2014-2015. Propõe-se uma pesquisa qualitativa, dentro da qual será realizada uma coleta de dados em redes sociais e sites na web e, em paralelo, o exame analítico do corpus, isto é, a série A Teia, exibida pela Rede Globo em 2014. Pretende-se, assim, constatar até que ponto elementos com potencial de provocar polêmicas e reações emotivas (composição de personagens, narrativa e estilística) teriam ou não proporcionado esses resultados. A par desse procedimento, será realizado um levantamento de informações sobre a efetiva participação dos espectadores contemporâneos em relação à ficção televisiva, de modo a constatar em que medida A Teia se coaduna com esse grau típico de participação e, também, em que a Rede Globo suscitou as reações previstas ou se limitou a fornecer dados sobre a minissérie em múltiplas plataformas.

 

Profa, Dra. Sheila Schvarzman

GUSTAVO DAHL – TRAJETÓRIAS DO CINEMA, TRAJETÓRIAS DO BRASIL

Gustavo Dahl (1938- 2011) foi um nome central do cinema brasileiro uma vez que não restringiu sua atividade à direção de filmes, mas dedicou-se também à critica, à intervenção política nas questões do cinema e da cultura brasileira, à gestão, uma vez que teve um papel relevante na Embrafilme quando, em 1974, a convite de Roberto Farias, então diretor do órgão, vai dotar o cinema brasileiro de uma grande distribuidora de filmes que enfrentou a hegemonia do cinema norte americano hegemônico, algo que nunca antes havia existido, e que depois, com a extinção da entidade em 1989, o Brasil não voltou a ter. Se isso já não fosse significativo, Gustavo criou e dirigiu a Ancine (Agência Nacional de Cinema, entre 2001 e 2006. Depois disso, atuou como Presidente do Conselho da Fundação Cinemateca Brasileira e Gerente do Centro Técnico Audiovisual, o CTAV no Rio de Janeiro até a sua morte. Ou seja, Gustavo Dahl dedicou-se a praticamente todos os ramos da atividade cultural e cinematográfica no Brasil. Sendo assim, nessa pesquisa devo ter toda a sua trajetória delineada, mas sobretudo fazer dessa trajetória de vida o que ela é também: a trajetória de uma geração significativa, a do Cinema Novo do qual é membro desde a formação no final dos anos 1950, geração para o qual a construção de um cinema e da cultura brasileira eram a sua forma de intervenção para a construção de um país mais justo e menos desigual.

Assim, trazer à luz o testemunho, as visões e contribuições de Gustavo Dahl em todas essas atividades de que foi protagonista privilegiado dessa história que é do cinema, da cultura, mas que é também do Brasil nos últimos sessenta anos.

 

Prof. Dr. Vicente Gosciola

NARRATIVAS INTERATIVAS E TRANSMÍDIAS EM MEIOS AUDIOVISUAIS

O projeto visa desenvolver um estudo dos diversos processos sociais que são resultantes de meios audiovisuais no âmbito da narrativa interativa e da narrativa transmídia. A partir da revisão dos princípios de roteiro e narrativa em cinema e audiovisual, observamos as práticas interatividade e de transmidiação e o seu papel nas novas mídias e nas redes sociais que fazem uso do audiovisual. A execução da pesquisa culmina com a produção de um banco de dados em rede social aberta para o estudo e a divulgação da produção audiovisual interativa e transmidiática.

 

A PROBLEMÁTICA DA CULTURA PARTICIPATIVA FRENTE À TELEVISÃO BRASILEIRA: O CASO DA MINISSÉRIE A TEIA

Projeto de pesquisa para participação no Obitel – Observatório Ibero-Americano da Ficção Televisiva, biênio 2014-2015. Propõe-se uma pesquisa qualitativa, dentro da qual será realizada uma coleta de dados em redes sociais e sites na web e, em paralelo, o exame analítico do corpus, isto é, a série A Teia, exibida pela Rede Globo em 2014. Pretende-se, assim, constatar até que ponto elementos com potencial de provocar polêmicas e reações emotivas (composição de personagens, narrativa e estilística) teriam ou não proporcionado esses resultados. A par desse procedimento, será realizado um levantamento de informações sobre a efetiva participação dos espectadores contemporâneos em relação à ficção televisiva, de modo a constatar em que medida A Teia se coaduna com esse grau típico de participação e, também, em que a Rede Globo suscitou as reações previstas ou se limitou a fornecer dados sobre a minissérie em múltiplas plataformas.