Anhembi

Mestrado emComunicação

Projetos de Pesquisa (em andamento)

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL

 

 

Adaptações Experimentais na Televisão Brasileira: A Pedra do Reino e Capitu

Responsável: Prof. Dr. Renato Luiz Pucci Junior

Início: 2012

Descrição: Investigação sobre as minisséries A Pedra do Reino (Globo, 2007) e Capitu (Globo, 2008), dirigidas por Luiz Fernando Carvalho, no sentido de identificar a experimentação de recursos audiovisuais como solução para a transposição dos romances de Ariano Suassuna e Machado de Assis. Com base na teoria cognitivista (Hogan; Bordwell), procuram-se nas minisséries esquemas narrativos não usuais na televisão brasileira, que constituiriam casos de radicalização de procedimentos modernistas e pós-modernistas, em geral tidos como antitelevisivos. Considera-se que a elevada audiência de ambas as minisséries, ainda que abaixo do padrão Globo, constitui um indício de que tem ocorrido uma mudança na recepção de produtos diferenciados, sugerindo-se que parte dos telespectadores está menos propensa a repudiar programas cuja exibição poderia ser considerada inviável até há poucas décadas. A pesquisa opera com a hipótese de que, tanto no campo da realização quanto no da recepção, esteja a ocorrer uma mudança de paradigma, o que pode significar que a televisão brasileira pode estar no limiar de uma nova fase. Para efeito de contraste, propõe-se o exame da minissérie Grande Sertão: Veredas (Globo, 1985), dirigida por Walter Avancini, que à sua época constituiu o mais sofisticado produto ficcional da televisão brasileira, em especial por solucionar de forma inusitada vários problemas apresentados na adaptação do romance de Guimarães Rosa.

Financiador: CNPq (bolsista de Produtividade em Pesquisa 2 – Prof. Dr. Renato Luiz Pucci Junior)


Aproximações entre o cinema experimental e o cinema de bordas: a experimentação em filmes amadores brasileiros de ficção

Responsável: Profa. Dra. Laura Loguercio Cánepa

Início: 2012

Descrição: A pesquisa de Pós-Doutoramento, supervisionada pelo Prof. Dr. Rubens Machado Jr (ECA-USP), pretende explorar possíveis aproximações teóricas e metodológicas entre o estudo dos chamados filmes periféricos de bordas e os filmes experimentais brasileiros, entendendo os primeiros como filmes amadores de ficção feitos para circular de forma mambembe em pequenas comunidades, e os segundos como experiências cinematográficas voltadas à descoberta das possibilidades técnicas e formais do meio audiovisual. O cinema de bordas estaria sendo visto, assim, como uma possível derivação ou vertente do cinema experimental brasileiro. Para isso, propõe-se uma discussão bibliográfica sobre diferentes formulações teóricas que procuram dar conta do cinema experimental e do cinema amador. A partir dessa discussão, terá início a análise de obras específicas, compreendidas como exemplares, levando-se em conta o resultado expresso na sua materialidade. Esta pesquisa discutirá conceitos como cinema de bordas (LYRA; SANTANA, 2006), cinema experimental (ALBERA, BRENEZ, MACHADO Jr, 2011), cinema amador (ZIMMERMAN, 1995; 2008) e paracinema (SCONCE, 1995; HAWKINS, 2002). O objetivo é inserir a discussão do cinema de bordas brasileiro num contexto mais amplo dos estudos de cinemas não institucionalizados.


Autoria e gêneros no cinema limítrofe de David Lynch

Responsável: Prof. Dr. Rogério Ferraraz

Início: 2012

Descrição: Essa pesquisa pretende revisitar a obra do cineasta David Lynch, objeto de minha tese de doutorado defendida em 2003, propondo uma revisão do conceito de cinema limítrofe desenvolvido naquela ocasião, verificando sua pertinência e abrangência, especialmente no que tange à análise dos elementos genéricos e das marcas autorais em seus trabalhos. A hipótese é que autoria e gênero caminham juntos na obra de Lynch. Em 1984, Ismail Xavier, no apêndice de seu livro O discurso cinematográfico, apontava que, no cinema daquela época, a citação, o refazer e o deslocar passavam novamente a primeiro plano, a produção autoral era uma ficção de segundo grau, repetindo dispositivos clássicos, mas com um novo sentido, porque sua atmosfera não é mais a de um uso inocente da convenção e do repertório, mas a do rearranjo hiperconsciente das mesmas figuras de estilo, deslocadas, revigoradas pela introdução de ingredientes novos (p.147). A grande aposta , concluía Xavier, era que naquele processo de reiterações e deslocamentos, o cinema de hoje faça ver melhor as próprias convenções de linguagem, as leis dos gêneros da indústria cinematográfica e seu sentido, ideológico e político, no interior da cultura de massas (p.147). No cinema norte-americano contemporâneo (compreendido aqui a partir de meados da década de 1970), um dos diretores que cumpriu essa grande aposta foi David Lynch. Em seus filmes, de Eraserhead (1977) a Império dos sonhos (Inland Empire, 2006) considerando apenas os longas para cinema, Lynch trabalha com temas recorrentes e apresenta características que se repetem, o que permite qualificá-los como traços autorais. Vários deles, porém, surgem do modo como Lynch trabalha com os gêneros cinematográficos, como o policial e o noir, o horror, o road movie, entre outros: o cineasta faz uso dos principais clichês desses gêneros, ora para homenageá-los ora para subvertê-los e transgredi-los.


Cartografia das Chanchadas no Brasil

Responsável: Profa. Dra. Maria Bernadette Cunha de Lyra

Início: 2011

Descrição: As chanchadas constituem um conjunto importante de alternativas estéticas, tecnológicas e narrativas no cinema brasileiro. Assim, as razões básicas deste trabalho estão no cruzamento de minha experiência cinematográfica com a certeza de que as chanchadas são objetos suficientemente meritórios de estudo no campo da cinematografia do país. Trata-se de procurar as marcas dos fatores responsáveis pela trajetória institucional das chanchadas, já que esses fatores não podem ser vistos isoladamente dos filmes que eles vieram a se materializar, pois um filme é o resultado de decisões práticas que se reúnem para realizá-lo, as quais, por sua vez, transparecem no produto dessa realização. Ou seja, os filmes contêm, em si mesmos, os rastros da vontade que os realizou. O trabalho a fazer, então, será um desentranhamento arqueológico desses rastros nas marcas impressas nas chanchadas.


Cinema de Bordas: na periferia do Cinema Brasileiro

Responsável: Profa. Dra. Maria Bernadette Cunha de Lyra

Início: 2012

Descrição: Partindo do princípio da existência de uma filmografia tradicionalmente contemplada pela História, Teoria e Crítica do Cinema Brasileiro, a qual valoriza, sobretudo, a política dos filmes autorais ou artísticos, pode-se chegar a outro conceito que vai contemplar uma filmografia por vezes menosprezada e esquecida, por ser dada como “popular” ou “trivial”, a que estamos chamando de cinema de bordas. Trata-se de um cinema invisível e periférico, que atua na confluência e interfluência de formas cinematográficas legitimadas e institucionalizadas. Os filmes de bordas se articulam sob condições específicas de produção e exibição e apresentam características próprias: baixo orçamento, atores amadores, tendência aos estereótipos dos gêneros cinematográficos, aproveitamento de temas regionais, entre outros. Além disso, oscilam entre a cultura popular, erudita e midiática, podendo ser considerados um fenômeno cultural periférico que ocorre em todas as regiões do país.

Observação: Por conta de seu perfil múltiplo, essa pesquisa conta com docentes e discentes das duas linhas de pesquisa do Programa, também vinculados ao Grupo de Pesquisa Formas e Imagens na Comunicação Contemporânea.

Financiador: CAPES/PROSUP (bolsista de Mestrado – discente Douglas Domingues)


Das Peças da Paixão à Paixão dos Filmes de Cristo. Um estudo sobre a forma, estética e narrativa dos Filmes de Cristo, 1896/1927

Responsável: Prof. Dr. Luiz Antonio Vadico

Início: 2011

Descrição: A estória da Vida de Jesus Cristo sempre despertou interesse ao longo da história do Cinema e do audiovisual. Entre as primeiras produções realizadas com o Cinematógrafo já se contavam os primeiros esforços para expressar em imagens em movimento a estória do Salvador. São conhecidos os chamados Primeiros Filmes A Paixão de Lear (1896), A Paixão dos Lumières (1897), A Paixão de Horitz (1897), e A Paixão de Oberammergau (1898). Neste sentido será importante observar que recursos eram utilizados nestes primeiros trabalhos, que forma assumiram, que estética e efeitos estéticos, e qual era a estória efetivamente contada, verificando que tipo de imagem de Cristo disso resultou. Tendo em vista uma tradição anterior relativa às projeções de imagens da Vida de Cristo, realizadas através das Lanternas Mágicas e a alta produção gráfica de santinhos e de livros religiosos ilustrados, como a Bíblia de Gustave Doré e as ilustrações de James Tissot, verificaremos de onde provinham os elementos que constituíam esses filmes. Ao longo da primeira década do século XX surgiram dois filmes importantes que articulavam novas propostas relativamente às produções anteriores, e que mantinham um estreito diálogo entre si, A Paixão da Pathé (1902/3 -1906) e A Paixão da Gaumont (1906), e que deverão ser verificadas particularmente. Ainda serão verificados os filmes das décadas seguintes como Da Manjedoura à Cruz (1912), Christus (1916), Intolerance (1916), e finalmente fechando o círculo de absorção da imagem de Jesus Cristo como possível de adaptação cinematográfica, Reis dos Reis (1927). Este projeto que já inicia sobre vastas pesquisas anteriores tenderá a aprofundar e discutir alguns conceitos elaborados por outros pesquisadores e produzir um livro ao final, reunindo nele as transformações e proposições relativas à imagem de Jesus Cristo neste período inicial daquilo que seria chamado mais tarde de Cinema.


Nas Bordas Periféricas do Cinema Brasileiro

Responsável: Profa. Dra. Maria Bernadette Cunha de Lyra

Início: 2013

Descrição: O termo cinema de bordas foi por mim concebido, em 2005, na tentativa de dar conta da existência de uma filmografia tradicionalmente contemplada pela História, Teoria e Crítica do Cinema Brasileiro, a qual valoriza, sobretudo, a política dos filmes autorais ou artísticos.  Desde então, venho fazendo estudos continuados (inclusive organizando grupos independentes sobre tais estudos) para chegar à concretização de um  conceito que vai contemplar uma filmografia por vezes menosprezada e esquecida, por ser dada como popular ou trivial. Trata-se de um cinema invisível e periférico, que atua na confluência e interfluência de formas cinematográficas legitimadas e institucionalizadas. Os filmes de bordas se articulam sob condições específicas de produção e exibição e apresentam características próprias: baixo orçamento, atores amadores, tendência aos estereótipos dos gêneros cinematográficos, aproveitamento de temas regionais, entre outros. Além disso, oscilam entre a cultura popular, erudita e midiática, podendo ser considerados um fenômeno cultural periférico que ocorre em todas as regiões do país.


Uma análise do imaginário do espiritismo no cinema brasileiro: entre o cinema fantástico e o religioso

Coordenadora: Profa. Dra. Laura Loguercio Cánepa

Início: 2011

Descrição: Neste começo da segunda década do século XXI, o Brasil, país tido como a maior nação espírita do planeta, tem testemunhado uma onda de filmes de longa-metragem com temática vinculada à doutrina espírita kardecista que vem movimentando grandes orçamentos e bilheterias, provocando interesse e debate entre os fieis, os críticos de cinema e os observadores culturais. No entanto, na maior parte das discussões que se vê nos meios de comunicação, parece haver uma certa pressa em diagnosticar o fenômeno como grande novidade, sem levar-se em conta a trajetória e mesmo uma possível tradição de filmes espíritas brasileiros, tradição a partir da qual, parece-nos, o momento atual deve ser examinado. Nesse sentido, o presente projeto tem o objetivo de investigar e discutir a possibilidade de falar-se de uma tradição de filmes espíritas brasileiros, e, a partir dela, propor alguns pressupostos de análise para os novos filmes que têm surgido a cada ano, hoje configurando um filão específico no cinema brasileiro, e talvez a caminho de constituir-se como um gênero. Algumas das principais fontes dessa pesquisa são: ALTMAN, Rick. Los generos cinematograficos. Barcelona: Paidos, 2000. CANEPA, Laura. Medo de quê? – Uma história do horror nos filmes brasileiros. Tese de Doutorado em Multimeios. Unicamp. 2008 STOLL, Sandra. Espiritismo á brasileira. São Paulo: EDUSP/Orion, 2004. TODOROV, Tzevetan. Introdução à literatura fantástica. São Paulo: Perspectiva, 2008. VADICO, Luiz. O campo do filme religioso. Comunicação do GT de Fotografia, Cinema e Vídeo, 2010.


Variações Narrativas na Telenovela Avenida Brasil e sua Transmidiação

Responsável: Prof. Dr. Renato Luiz Pucci Junior

Início: 2012

Descrição: O grupo de pesquisa “Inovações e rupturas na ficção televisiva brasileira” (UAM/CNPq) tem o objetivo de investigar e debater a ocorrência de inovações e rupturas na ficção televisiva brasileira. O campo de estudo se concentra em processos narrativos televisuais, inclusive suas extensões em múltiplas plataformas. O projeto em andamento, aprovado pelo Obitel – Observatório Latino-Americano da Ficção Televisiva, realizará um exame multiperspectivístico da telenovela Avenida Brasil, combinando abordagens que se deterão na caracterização de personagens, na construção narrativa, no estilo e na sua transmidiação, com o objetivo de investigar possíveis correlações entre esses elementos, levando em conta a interferência de fatores sócio-político-econômicos, como a coincidência com um período eleitoral. Em razão desse perfil múltiplo, o projeto conta com docentes das duas linhas de pesquisa do Programa.

 

 

A viagem dos signos: uma história das apropriações d´O Guarani no cinema brasileiro

Responsável: Profa. Dra. Sheila Schvarzman

Início: 2011

Descrição: O Guarani, livro de José de Alencar escrito em 1857, compõe um mito fundador nacional do século XIX. Sua transformação em ópera italiana em 1870 e o consequente sucesso europeu significaram um primeiro reconhecimento artístico do jovem país, e o seu responsável, Carlos Gomes, foi alçado no Brasil à categoria de gênio e herói da jovem nação. Nessa medida, a apropriação desse texto e dessa ópera de forma recorrente pelo cinema brasileiro chama a atenção, não somente pelo número de encenações, mas também pela sua persistência, tanto que o autor do romance original, José de Alencar, hoje merece até mesmo um verbete na Enciclopédia do Cinema Brasileiro, como o autor mais adaptado pelo cinema brasileiro. O Guarani foi adaptado para o cinema onze vezes entre 1908 e 1996, sendo oito delas entre 1908 e 1926. Permeou a História do Cinema Brasileiro em diferentes momentos, inclusive na pornochanchada, em 1979, e numa última revivescência em 1996, com a Retomada. O romance descabelado, mas fundador, a ópera de brasileiro consagrada como italiana, o tema nacionalista se prestaram a Cantantes, em 1908, ou a encenações que se diziam grandiosas como a de 1916 dirigida por Vittorio. O presente estudo se propõe, portanto, a mapear o significado dessas encenações cujo suporte fílmico, infelizmente, encontra-se desaparecido. Rastrear as transposições cinematográficas do romance, e da ópera já na ária cantada em 1908 por Benjamin de Oliveira, um tenor negro. Passaremos ainda por outros Cantantes dos anos 1910, pela primeira montagem posada de 1916, retomada em 1926, ambas de Vittorio Cappelaro. Através d´O Guarani, portanto, proponho trabalhar um período de difícil acesso e escassa documentação para, na falta dos filmes [todos os oito Guaranis do período silencioso foram perdidos], tentar desvendar aquilo que os cinrcundava, já que para eles O Guarani, tanto o romance como a ópera, funcionava antes como uma chancela e um apelo. O filme foi encenado ainda por Humberto Mauro em 1942 no Instituto.

Financiador: CNPq (bolsista de Iniciação Científica – discente Mirrah Ianez Gonçalves da Silva)


Narrativas interativas e transmídias em Meios Audiovisuais

Responsável: Prof. Dr. Vicente Gosciola

Início: 2011

Descrição: O projeto visa desenvolver um estudo dos diversos processos sociais que são resultantes de meios audiovisuais no âmbito da narrativa interativa e da narrativa transmídia. A partir da revisão dos princípios de roteiro e narrativa em cinema e audiovisual, observamos as práticas de interatividade e de transmidiação e o seu papel nas novas mídias e nas redes sociais que fazem uso do audiovisual. A execução da pesquisa culmina com a produção de um banco de dados em rede social aberta para o estudo e a divulgação da produção audiovisual interativa e transmidiática.


O cinema construindo o imaginário dos deslocamentos sociais pelos territórios e fronteiras

Responsável: Profa. Dra. Maria Ignês Carlos Magno

Início: 2011

Descrição: O presente projeto de pesquisa tem por objetivo investigar como o cinema representa as sociedades e os territórios construídos pelos sentidos e desejos de personagens que vivenciam deslocamentos contínuos e que são desafiados a gerar sociabilidades enquanto se movimentam. O deslocamento é o foco central do estudo porque é nele que o imaginário, que as identidades socioculturais, que os territórios se constroem, transformam-se ou se transfiguram. A metodologia se pauta pelos estudos teóricos do deslocamento humano (em suas dimensões histórica, antropológica, sociológica, geográfica e política) e pela abordagem a filmes brasileiros- especialmente aqueles lançados durante e após o período de Retomada-, que retratam diferentes formas de deslocamentos, seja o deslocamento de migrante do sertão ou para o sertão, seja o deslocamento de personagens nas cidades. O conceito de Deslocografia foi pensado para identificar a narrativa cinematográfica apresentada enquanto as personagens estão em movimento. Sendo assim, uma das propostas é a de investigar as diferentes formas de representação pelo cinema da realidade social dos migrantes e seus trânsitos pelos territórios e fronteiras. A outra é a de discutir como o cinema brasileiro contemporâneo representa o imaginário de seus personagens em deslocamentos nas cidades ou em trânsito para um novo território ou o retorno ao território de origem. Especificamente nesta pesquisa, pretendo estudar quais imaginários e quais realidades são construídas no e com o deslocamento das personagens. Palavras-chave: Cinema Brasileiro Contemporâneo. Deslocamento. Imaginário. Sociedade. Deslocografia.

Financiadores: CAPES/PROSUP (bolsista de Mestrado – discente Julio Eduardo Marti – até 2012) e CNPq (bolsista de Iniciação Científica – discente Danielli de Almeida Santos até 2012).


Os Processos de Midiatização da Felicidade na Cultura Pop

Responsável: Prof. Dr. Gelson Santana Penha

Início: 2011

Descrição: O ponto de partida desta pesquisa é o estudo, na cultura pop, da ideia de felicidade como uma forma expressiva vazia na qual cabe qualquer efeito. Este princípio determina as estratégias midiáticas que ancoram o sentido como modo implícito às mídias, desligado em um primeiro momento das sociabilidades. Ao se levar em conta que na cultura pop os efeitos de sentido se voltam para si mesmos, a ideia de felicidade passa a se materializar a partir de formas deslocadas dos processos históricos, enquanto modo configurador no fenômeno da midiatização.

 

 



PROJETO INTERINSTITUCIONAL

Estudos sobre formações de professores: narrativas transmídias, construção de conhecimento e criatividade

Responsável – Coordenação geral do Projeto: Profa. Dra. Fabricia Teixeira Borges (Mestrado em Educação da Universidade Tiradentes – Aracaju/SE)

Responsável regional – PPGCOM UAM: Prof. Dr. Vicente Gosciola

Início: 2012

Descrição: O presente projeto é uma proposta que visa contemplar a mobilidade acadêmica entre três instituições brasileiras, a Unit-SE (Programa de Mestrado em Educação), a UnB (Programa de Pós-graduação em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde) e a UAM (Programa de Pós-Graduação em Comunicação), entre diferentes áreas do conhecimento, a educação, a psicologia e a comunicação, propondo, portanto, um projeto multidisciplinar que avance e consolide estudos no tema de formação de professores de diversas modalidades e níveis educacionais. O uso de narrativas transmídias e os estudos da criatividade em pesquisas sobre formação e identidade docentes poderá nos mostrar que novos significados podem ser elucidados em suas formações a partir de dados construídos com esta metodologia.

Financiadores: Programa de Estímulo a Mobilidade e ao Aumento da Cooperação Acadêmica da Pós-Graduação em Sergipe – EDITAL CAPES/FAPITEC/SE N° 06/2012.

 



PROJETO DE PESQUISA (em andamento)

Representações do grotesco, do horror e da violência nos filmes pornôs brasileiros dos anos 1980

Responsável – Dr. Lúcio De Franciscis dos Reis Piedade (Pós-doc/FAPESP)

Início: 2011

Descrição: Estudar a exploração dos campos do grotesco e do horror na cinematografia pornô brasileira dos anos 1980. Visa refazer de modo crítico a trajetória desse tipo de produção, onde a representação do abjeto e do escatológico na forma de aberrações, escatologia, sexo bizarro, violência, representação de estupros e cenas sangrentas – encontrou campo fértil nos filmes de sexo explícito da década de 1980, após a liberação pela Censura.

Financiador: FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (bolsa de pós-doutorado supervisionada pelo Prof. Dr. Rogério Ferraraz).