Anhembi

Mestrado emComunicação

Projetos de Pesquisa

Profª. Drª. Bernadette Lyra

• 2008 – Atual O CINEMA PERIFÉRICO DE BORDAS NO BRASIL
Descrição: Objetiva-se a exploração de um segmento pouco conhecido e estudado no cinema brasileiro: o cinema periférico de bordas, aqui entendido como um tipo específico de cinema produzido por realizadores autodidatas, moradores de cidades pequenas ou de arredores das grandes capitais, lugares por onde os filmes resultantes desse tipo especial de cinema circulam com sucesso de público, ao qual eles atendem por suas características alternativas de configuração voltada para o entretenimento e adaptada às regiões, ao modo de vida e ao imaginário popular e massivo das comunidades envolvidas no processo.
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.
Integrantes: Maria Bernadette Cunha de Lyra – Coordenador.

2006 – 2008 A EMERGÊNCIA DO TRIVIAL NOS FILMES B DO CINEMA BRASILEIRO
Descrição: As formas que estruturam o entretenimento contemporâneo são atravessadas pelos meios de comunicação massiva desde que as técnicas automáticas (câmeras, projetores, magnetofones, máquinas fotográficas, rádio e outros tantos artefatos mecânicos) começaram a modificar as relações do homem com o mundo e acelerar a dicotomia experiência autêntica /assistência passiva que sempre organizou as funções dos meios de comunicação na cultura e na sociedade. Na atual confluência da cultura do entretenimento, as mídias não apenas interferem na experiência da vida como também a própria vida passa a ser um veículo de entretenimento, como provam a proliferação de reality-shows, os muitos noticiários sobre a vida privada de celebridades, o sentimento das pessoas comuns diante de acidentes, doenças, casamentos e mortes de pessoas famosas e muitas outras formas de envolvimento que abole as distâncias entre o subjetivo e o objetivo. No entanto, a experiência autêntica, creditada às formas de participação subjetiva, continua associada a um certo trabalho cognitivo mental elaborado, enquanto que a assistência passiva é creditada à ação de produtos da comunicação que transitam em nível banal, voltando-se para a diversão e para o diletantismo. Assim, a produção veiculada pelos meios de comunicação atuais está compartimentada em dois modos básicos de entretenimento, em que a experiência autêntica do sujeito, cultivada pelos produtos sérios , contrasta com a vulgaridade trivial produtos destinados ao lazer das massas. O objetivo deste trabalho é investigar como se dá essa trivialização, particularmente nos chamados filmes B, no cinema brasileiro. No Brasil (como em todo o mundo), existem produções cinematográficas que são tidas como incapazes de produzir experiência autêntica. Em geral, trata-se de filmes alinhados em uma noção de entretenimento banal e que operam na esfera do lazer sem compromisso, sendo tradicionalmente desconsiderados pela historiografia e a crítica do cinema.
Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa.
Integrantes: Maria Bernadette Cunha de Lyra – Coordenador.
Financiador(es): Universidade Anhembi/Morumbi
Número de produções C, T & A: 32.


Prof. Dr. Gelson Santana

Pesquisador Responsável: GELSON SANTANA PENHA
Pesquisadores envolvidos: 0
Título: O TERRITÓRIO MIDIÁTICO DA PORNOCHANCHADA
Início: 2008 Término Previsão: mar 2011
Resumo: (máximo 10 linhas) Esta pesquisa tem por objetivo levantar as estratégias de mediação que alguns elementos da cultura popular inscreveram na pornochanchada ao longo da década de 70 e meados dos anos 80. Estas estratégias modelaram territórios expressivos a partir da emergência de traços de representação de uma sociabilidade brasileira marcada diretamente por um imaginário cujo sentido aponta para uma idéia de urbano construída pelo espaço midiático.


Profª. Drª. Laura Loguercio Cánepa

As sucessoras brasileiras de Rebecca – um estudo sobre os filmes góticos femininos dos anos 1950
Descrição: Entre 1950 e 1954, quatro filmes realizados nos estúdios paulistas com temáticas típicas dos melodramas femininos mescladas a elementos góticos tiveram clara inspiração no longa-metragem Rebecca A mulher inesquecível (1940), primeira obra de Alfred Hitchcock produzida nos EUA: Caiçara (Adolpho Celi, 1950) e Veneno (Giani Pons, 1952), da Cinematográfica Vera Cruz; Meu destino é pecar (Manuel Peluffo, 1952), da Cinematográfica Maristela; Chamas no cafezal (José Carlos Burle, 1954), da Multifilmes. O filme de Hitchcock, por sua vez, causara grande impacto ao ser lançado no Brasil, em 1940, por ter sido considerado, pela escritora brasileira Carolina Nabuco, um plágio de seu livro A sucessora, publicado em 1934 e supostamente plagiado pela inglesa Daphne Du Maurier, cujo livro, lançado em 1938, originara o roteiro de Rebecca. Com a tradução do livro de Du Maurier, por Monteiro Lobato, em 1940, a questão só se adensou, reforçada pela publicação, em 1943, do folhetim Meu destino é pecar, de Nelson Rodrigues (que assinava com o pseudônimo de Suzana Flag), inspirado na história de Rebecca / A Sucessora. O folhetim de Rodrigues / Flag teve enorme sucesso de vendas e gerou versões para a Rádio Nacional (1945) e para o cinema (1952), o que só confirmaria a popularidade do tema. A presente pesquisa pretende reconstituir o impacto da polêmica Rebecca / A Sucessora sobre o cinema brasileiro de estúdios da década de 1950 e, a partir daí, examinar como os filmes se relacionaram com duas tradições cinematográficas e literárias que se cruzam de maneira exemplar em Rebecca, de Hitchcock, e de maneira um pouco mais contraditória e difusa nos exemplares brasileiros: o melodrama e o gótico feminino.
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.
Integrantes: Laura Loguercio Cánepa – Coordenador.


Prof. Dr. Luiz Vadico

2008 – Atual Três Paixões: Pathè, Gaumont e Kalem (1902-1912). Um estudo comparado entre as três produções mais importantes sobre a Vida de Cristo no Primeiro Cinema.
Descrição: O objetivo neste projeto é fazer um trabalho comparativo entre as três produções mais importantes sobre a Paixão de Cristo no início do século XX, a Paixão da Pathè (Zecca, 1902), a Paixão da Gaumont (Guy, 1906) e From the Manger to the Cross (Olcott, 1912). Esses filmes possuem várias características em comum, no entanto, algumas diferenças estéticas e narrativas justificam um estudo pormenorizado. Exemplos disso são as abordagens bastante originais de Zecca, quando insere pela primeira vez, material fictício em seu filme, de Alice Guy, quando estabelece metáforas visuais em sua Paixão, e de Olcott, ao propor uma forma diferente de retratar os aspectos visíveis do transcendente. O tema da paixão de Cristo, e a manutenção da percepção cristológica, de que Jesus é o Cordeiro de Deus são os fatores que dão certa homogeneidade a esses filmes. Eles se localizam temporalmente num momento importante do desenvolvimento da narrativa em filme. São largamente distribuídos e vendidos, sobretudo, são paradigmáticos de uma forma de produção e estética que será confrontada com a clara ruptura estabelecida em todos os níveis por The King of Kings, de Cecil B. DeMille, em 1927. A análise comparativa contribuirá com a produção acadêmica, pois até há pouco tempo esses filmes não estavam disponíveis. A Paixão da Pathè e From the Manger to the Cross, foram lançados no formato DVD em 2005, e a Paixão da Gaumont, que jamais havia sido lançada no mercado de vídeos ou DVDs, tornou-se acessível na França em 2007.
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.
Alunos envolvidos: Mestrado acadêmico (2).
Integrantes: Luiz Antonio Vadico – Coordenador.

2007 – 2008 Os Primeiros Filmes de Cristo Estética e Narratividade (1897 1921)
Descrição: Neste projeto aprofundei as pesquisas já iniciadas em minha tese de doutoramento (A Imagem do Ícone), tendo em vista ser um assunto pouco estudado, citado por alguns pesquisadores, mas que no entanto, não consta ainda com nenhum trabalho de síntese, ou especificamente dedicado ao assunto. Ainda que Charles Musser, Tom Gunning e André Gaudreault tenham tocado a questão da narratividade nessas primeiras produções, os poucos filmes completos existentes ainda carecem de análise, não apenas da sua constituição narrativa em sim, como também das suas relações estéticas e formais. O período de tempo abarcou as produções originadas entre os anos de 1897 e 1921. Esta extensão do período cronológico do Primeiro Cinema (1897-1907) se deve ao fato de que os filmes produzidos posteriormente são ainda bastante devedores da forma narrativa anterior e devem portanto serem pensados e analisados ainda dentro da produção inicial. Os filmes que puderam ser levantados e estão disponíveis para análise, são: A Paixão da Pathé (1902), e suas consecutivas versões de 1914 e 1921; From the Manger to the Cross (1912) e Christus (1916). As produções que se perderam, ainda podem ser analisadas do ponto de vista de formação da narrativa, uma vez que os nomes dos quadros dos quais eram compostas sobreviveram, estão entre elas A Paixão de Horitz (1897), a Paixão de Oberamergau (1898) , A Paixão de Lubin (1898), A Paixão dos Lumiéres (1897), A Paixão de Lehar (1896), A Paixão da Selig (1899) e A Paixão da Gaumont (1903). No estabelecimento da estética desses primeiros filmes se fez, quanto possível, o mapeamento das suas influências artísticas e se buscou comparar efetivamente o que migrou da arte pictórica e gráfica para a película do filme quais os significados que esta estética adquire. Inclui-se como um importante resultado desta pesquisa o livro “O último Prego na Cruz: As imagens de Cristo no Cinema e na TV, que atualmente está no prelo.
Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa.
Alunos envolvidos: Mestrado acadêmico (1).
Integrantes: Luiz Antonio Vadico – Coordenador.
Número de produções C, T & A: 8 / Número de orientações: 2.

2006 – 2007 Arquiteturas Fantásticas – Cidades Imaginárias no Cinema e na Televisão: um repertório visual e crítico.
Descrição: Arquiteturas Fantásticas. Cidades e Construções Imaginárias no Cinema: um repertório visual e crítico. A presença da Arquitetura no cinema, nos filmes, nos cenários etc, sempre foi um dado extremamente importante da produção. Basta para isso lembrarmos dos imensos cenários representando Babilônia construídos por Griffith para o filme Intolerance, de 1916, ou ainda, das maquetes e cenários elaborados para filmes épicos das décadas de 50 e 60. Quem poderá também ignorar a grandiloqüência das construções em filmes documentários, como O Triunfo da Vontade de Leni Riefenstahl, de 1934? Esta, no entanto, se trata apenas da arquitetura comum, os cenários que visam recriar uma atmosfera, um momento histórico etc. Mas basta para que tenhamos uma idéia da importante função da arquitetura na linguagem cinematográfica. Neste projeto, no entanto, interessa-nos a arquitetura fantástica. Aquela Arquitetura que só existe e é possível por que está num filme. Foi pensada e idealizada para o cinema. Parece estar lá como um projeto do imaginário, livre de toda função e praticidade arquitetônicas. Um bom exemplo é a série cinematográfica Batman, dos anos 90, com sua arquitetura fantástica da cidade de Gothan City. Prédios imensos revestidos de formas humanas. Estradas de Rodagens postas sobre colunas e mais colunas. Interessa-me conhecer, pensar, recolher imagens destas arquiteturas. Essas estranhas cidades apresentadas nos filmes e suas arquiteturas imaginárias interessam sobre maneira. Elas estão lá na tela há muito tempo. Desde Metrópolis (1925, de Fritz Lang) a cidade surge como um espaço privilegiado de criação visual. O que se pensar então de um filme como “A Nação do Medo”, que pressupõe a vitória do Nazismo na Segunda Guerra Mundial? Nele se vê as criações de Speer, arquiteto de Hitler, espalhadas pela Berlin imaginada pelo ditador. Por que essas arquiteturas fantásticas apresentadas assumem esta ou aquela forma? Que funções elas suprem?
Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa.
Integrantes: Luiz Antonio Vadico – Coordenador.
Financiador(es): Universidade Anhembi Morumbi – Remuneração.
Número de produções C, T & A: 3.


Profª. Drª. Maria Ignês Carlos Magno

Ano 2008-2010 Descrição. Processos sociais e processos de criação na produção crítica de Glauber Rocha nos anos de 1960
É sabido que para Glauber Rocha tanto o realizador como o crítico deveriam mergulhar na realidade e nos problemas nacionais e regionais do país, fazendo desses seus objetos de estudos, leituras, criações e desejos de transformações sociais. Para o crítico, tanto o cinema brasileiro como a crítica cinematográfica deveriam ser capazes de se incluir no âmbito da produção histórica, econômica, sociológica, cultural, lingüística de seu tempo. Também sabemos o quanto é difícil falar sobre Glauber Rocha, pois a sensação é a de que tudo já foi dito, tudo já foi escrito. Sensação que ora se justifica, dada a quantidade de trabalhos e leituras feitas de sua obra, ora nos contraria na medida em que nos aprofundamos no mapeamento de sua produção. Escritor compulsivo, mais do que filmes, escreveu textos de toda natureza. Escritor de muitas escritas, que, se de um lado, o volume de sua produção textual favorece a pesquisa, de outro nos obriga a olhar para ela da forma como a produziu, sem nenhuma linearidade. Onde buscamos o crítico, encontramos o poeta; quando nos enredamos na poesia, somos surpreendidos pelo cineasta; quando olhamos seus filmes, vemos, além do fazer cinematográfico, uma discussão social e política; quando pensamos na continuidade das reflexões sociológicas, revelam-se o crítico e a crítica cinematográfica. Em meio aos textos e as cartas, entendemos porque Glauber dizia que havia algo de impetuoso em seu espírito, e encontramos em sua produção um duplo processo: o das reflexões sociais e o da criação. Nesta perspectiva, o objetivo dessa pesquisa será o de apreender como tais processos sociais e criativos aparecem e se inter-relacionam na sua produção crítica. Como a pesquisa requer uma leitura refinada dos textos, o foco recairá, nesse primeiro momento, na produção crítica realizada nos anos de 1960.
Situação: Em andamento. Natureza: Pesquisa.
Alunos envolvidos: Iniciação Científica. PIBIC CNPq. (1).
Integrantes: Maria Ignês Carlos Magno – coordenadora.
Financiador(es): Universidade Anhembi Morumbi.
Produção: C&T.

Ano – 2005-2008 Descrição. O âmbito social na crítica de cinema: o pensamento de Jean-Claude Bernardet e Glauber Rocha
A crítica como expressão e importante ramo da produção cultural no Brasil vem sendo, para mim, um campo de investigação e pesquisa, mais precisamente, os momentos em que ela aparece como espaço de reflexão, indagação e interferência no contexto de uma época e história. Nesta pesquisa, estou usando a produção crítica de Jean-Claude Bernardet e Glauber Rocha na década de 1960, levando em consideração os processos e os meios de comunicação em que foram veiculadas. No campo histórico e social, os pensamentos dos críticos, serão estudados como possibilidade de recuperar, por meio dos diálogos que mantiveram com imagens, sujeitos e discursos, os espaços de lutas e discussões na época em questão e, neste sentido, a crítica será abordada como mediação. Como linguagem, será tratada como atividade teórica que, ao veicular pensamento e reflexão, exerceu uma função cultural e um significado histórico.
Situação: concluído. Natureza: Pesquisa.
Integrante: Maria Ignês Carlos Magno
Financiador(es): Universidade Anhembi Morumbi. Outra.
Produção: C&T.


Prof. Dr. Rogério Ferraraz

2008 – Atual O fantástico cinema d’Os Trapalhões
Descrição: Entre 1978 e 1990, o quarteto formado por Renato Aragão (1936- ), Manfried Sant Anna (1936- ), Antônio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994) e Mauro Faccio Gonçalves (1934-1990), mais conhecidos respectivamente como Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, protagonizou 22 filmes em longa-metragem (incluindo um documentário e um desenho animado) que levaram, juntos, mais de 77 milhões de espectadores aos cinemas, atingindo uma média de mais de 3 milhões e 500 mil espectadores por obra. O sucesso de público dos filmes de Os Trapalhões, sem dúvida, deveu-se muito à presença do grupo nas noites dominicais da rede Globo, emissora na qual eles tinham um programa de grande audiência, mas reduzir o impacto e o alcance de tais obras à visibilidade que a televisão proporcionou ao quarteto é desmerecer suas próprias características e qualidades cinematográficas. Alguns autores, como Fatimarlei Lunardelli (1996) e José Mário Ortiz Ramos (2004), já se debruçaram sobre o fenômeno midiático e massivo de Os Trapalhões, com especial atenção ao cinema feito pela trupe. As contribuições desses autores serão relevantes aqui, principalmente no que tangem ao mapeamento crítico (Lunardelli) e à divisão em blocos temáticos (Ortiz Ramos) dos filmes do grupo. Nosso trabalho, porém, insere-se num conjunto recente de pesquisas no campo do cinema brasileiro que visa estudar filmes que fogem aos modelos artísticos e autorais, modelos estes transformados em cânones pela historiografia tradicional, que sempre privilegiou o comportamento sério em detrimento do lazer trivial. Assim, um dos livros fundamentais que embasarão nossas análises sobre o cinema de entretenimento d Os Trapalhões é Cinema de bordas (A Lápis, 2006), organizado por Bernadette Lyra e Gelson Santana. Algumas das condições levantadas por Lyra e Santana para caracterizar um filme de bordas podem ser facilmente encontradas nas obras d’Os Trapalhões.
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.
Alunos envolvidos: Mestrado acadêmico (2).
Integrantes: Rogerio Ferraraz – Coordenador.
Financiador(es): Universidade Anhembi Morumbi
Número de produções C, T & A: 10 / Número de orientações: 1.

2006 – 2008 Remakes do medo: estratégias do cinema de horror contemporâneo
Descrição: O final dos anos 90 marcou, de forma contundente, o aparecimento e a consagração do novo cinema de horror oriental, com cineastas do Japão, da Coréia do Sul, de Hong Kong, da Tailândia, entre outros. O sucesso internacional do cinema feito por essa nova geração, principalmente os japoneses, a partir de “Ring O chamado” (Ringu, 1998), de Hideo Nakata, foi tão substancial que os Estados Unidos, através dos grandes estúdios, logo trataram de comprar os direitos sobre os filmes e de refazê-los, trabalhando tanto com diretores norte-americanos quanto com cineastas de outras nacionalidades e, em alguns casos, até mesmo com os diretores das obras originais. Assim, surgiram, entre outros filmes, aqueles que são os objetos de análise neste projeto: “O chamado (The Ring, 2002), remake de Gore Verbinski do filme de Nakata, Água negra (Dark Water, 2005), de Walter Salles, remake de “Dark Water Água negra (Honogurai mizu no soko kara, 2002), também de Hideo Nakata, e “O grito (The Grudge, 2004), de Takashi Shimizu, remake de seu próprio filme “Ju-On O grito” (Ju-On, 2000). O tema desta pesquisa é, portanto, o estudo do processo atual de refilmagens centrado na análise dos remakes do J-Horror, o cinema de horror japonês contemporâneo, pela indústria de Hollywood, focada nas observações sobre três modelos diferentes no que se refere às escolhas dos respectivos diretores: um norte-americano, Verbinski, um brasileiro, Salles, e um japonês, neste caso o próprio diretor da obra original, Shimizu. Assim, o objetivo é investigar, estudar e analisar, através das formas sonoras e imagéticas, o que se modificou, em termos técnicos, estéticos e temáticos, na transposição de “Ring O chamado”, “Dark Water Água negra e “Ju-On O grito”, aos seus respectivos remakes “O chamado , Água negra e “O grito , feitos para o grande mercado internacional, capitaneado por Hollywood, a partir do trabalho de cineastas de nacionalidades distintas.
Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa.
Alunos envolvidos: Graduação ( 1) / Mestrado acadêmico ( 2).
Integrantes: Rogerio Ferraraz – Coordenador.
Financiador(es): Universidade Anhembi Morumbi
Número de produções C, T & A: 12.


Profª. Drª. Sheila Schvarzman

2008-2010 A Sonofilmes: industria fonográfica e cinema no Brasil nos anos 1930 e 1940
A produção de filmes musicais no Brasil associou-se ao rádio, e à indústria fonográfica como se pôde ver com Alberto Byington Jr. criador da Byington & Cia proprietário das Rádio Club do Brasil e Rádio Cruzeiro do Sul em São Paulo e representante da Columbia Records no Brasil, que se mais tarde passaria a se chamar Continental Discos. Alberto Byington Jr. instalou no país uma cadeia de irradiações entre emissoras de São Paulo e Rio de Janeiro e produziu ao longo dos anos 1930 e 1940 vários filmes sonoros tendo se associado em muitos deles a Wallace Downey – o representante americano da Columbia Records e proprietário da Waldow Films -, responsáveis entre outros, por Coisas Nossas (1931), o primeiro musical brasileiro com som ótico. Nessa pesquisa, vamos procuramos resgatar através de documentação impressa original, testemunhos orais e filmes remanescentes, a história e o desenvolvimento dessa empresa e de seus filmes de ficção, em sua maioria desaparecidos assim como relacionar essas várias produções, suas formas de veiculação e consumo. Produzindo ora em São Paulo, ora no Rio de Janeiro, a Sonofilmes realizou vários filmes musicais ainda não devidamente estudados. Além disso, como filmes que resultam da articulação entre a produção fonográfica e o rádio, gostaríamos de aprofundar o papel da cada uma das mídias envolvidas e observar como operam na articulação entre esses vários produtos dentro da construção de uma indústria e cultura de massa no Brasil entre os anos 1930 e 1940. Essas questões se articulam com a emergência de um estado autoritário e centralizador que toma a si o controle dos meios de comunicação, instrumentaliza muitos deles – como o cinema por exemplo – cria mitos nacionais unificadores como o mito da miscigenação que tem entre seus focos principais o samba. É em torno do samba transformado em ritmo e música popular nacional que se articulam o rádio, o disco e o filme. Cabe a nós aprofundar essas várias relações.

2006/2008 Rádio e cinema no Brasil – 1930-1960: Influências e confluências
Projeto de pesquisa que se realiza na confluencia dos vários meios audiovisuais. Estamos esquadrinhando as relações entre o surgimento do cinema sonoro no Brasil e sua ligação com o rádio: de que forma artistas, formas narrativas, profissionais técnicos vão ser aproveitados pelo cinema, como aliás se viu em outras cinematografias.
Outra questão que tem se revelado central nos anos 30 é a institucionalização do samba como música nacional. É também no cinema que o samba vai ser divulgado. Que os cantores do rádio e do disco tornam-se astros de cinema.


Prof. Dr. Vicente Gosciola

2008 – Atual Narrativas Interativas: Audiovisual e Cinema
Descrição: A realidade tem demonstrado que o cinema não deixará de existir, mas é consenso que ele tem se modificado ao longo dos últimos anos com as experiências de absorção de novas tecnologias e de técnicas nascidas em práticas dos novos meios digitais. O que interessa a este estudo é inquirir sobre quais dessas práticas, especificamente as interativas, podem ser aplicadas ao cinema e sobre como foi a trajetória de sua evolução. É certo que muitas das experiências do passado, se não possuem soluções diretamente voltadas para os desafios atuais, podem nos oferecer proveitosos caminhos para reflexões e novas idéias, auxiliando-nos a alcançar resultados concretamente positivos. Interessa, também, observar e refletir sobre onde se os esforços narrativos em meios interativos se concentram na possibilidade alterar os rumos de uma história, ou na oferta de conhecer outros pontos de vista. Olhar para o que foi feito em termos de interatividade em meios digitais pode indicar os caminhos para a compreensão de como está e como será o cinema, e qual é o seu papel, diante das dos desafios que ora se apresentam, constituídos principalmente pelos experimentos diversos e práticas consolidadas de comunicação audiovisual de conteúdos interativos, quer sejam como exemplo de pioneirismo ou como sucesso de público, em suporte analógico ou digital. A tecnologia digital favorece muito a ampliação das narrativas em um filme, como é o caso dos muitos pontos de vista como a múltipla narração em split screen. O recurso de divisão da tela -chamado de split screen e aplicado até hoje em aproximadamente 190 filmes-, foi muito mais aplicado ao cinema a partir da inserção da tecnologia digital em seu processo criativo. A força da tecnologia digital em ampliar a estrutura narrativa dos filmes é demonstrada pelo número de filmes de 2000 até os dias atuais: 116. Isso quer dizer que pior mais de cem anos, o cinema realizou menos de um filme por ano utilizando o split screen.
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.
Integrantes: Vicente Gosciola – Coordenador.
Alunos envolvidos: Graduação ( 2) / Mestrado acadêmico ( 1) .
Integrantes: Vicente Gosciola – Coordenador.
Financiador(es): Universidade Anhembi Morumbi – Outra.Número de orientações: 3.

2006 – 2008 A evolução tecnológica e de estilo do cinema brasileiro: da década de 1920 à década de 1980
Descrição: Em termos históricos, o Brasil vem apresentando um desempenho notável no campo audiovisual, acompanhando os avanços tecnológicos em cinema e televisão, embora não participasse diretamente da frente de produção e industrialização. Seu destaque foi e é a criatividade na exploração da linguagem audiovisual. Atualmente, o país tem repercussão internacional tanto no cinema, quanto na televisão, com sua programação e apuro técnico considerados entre os cinco melhores do planeta. Uma situação que pode significar uma verdadeira dobra ou salto de qualidade no universo da comunicação midiática no país: a soma da TV interativa com a projeção digital em sala de cinema. Nesse panorama, é possível vislumbrar uma participação mais ativa tanto dos profissionais quanto do público receptor, quando da implantação de uma nova tecnologia. O desafio é remodelar as produções midiáticas, em função das novas tecnologias que estão chegando ao país para ficar, e as estratégias na formatação de produtos a serem utilizadas em sua adequação ao nosso universo sociocultural e a contrapartida dos processos sociais na renovação das realizações audiovisuais. Para tanto é necessário identificar o estilo e a tecnologia na história da realização cinematográfica brasileira de modo a verificar o potencial das realizações nacionais em acompanhar tais inovações. Nesse sentido, o projeto investiga qual a trajetória evolucionária das realizações cinematográficas e televisuais no Brasil, e como podem ser contemplados os impactos dessas realizações nas práticas da sociedade e da cultura brasileiras, e vice-versa. Tem-se em consideração que, no projeto contemporâneo de convergência das mídias, o cinema e a televisão são campos de trabalho inseridos em um campo maior, o audiovisual, e que o período estudado está entre as décadas de 1920 e 1980, ou do início das experiências com o sonoro à chegada da tecnologia digital.
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.
Alunos envolvidos: Graduação ( 2) / Mestrado acadêmico ( 1) .
Integrantes: Vicente Gosciola – Coordenador.
Financiador(es): Universidade Anhembi Morumbi – Outra.Número de orientações: 3.